É nessa hora que, chegando no horizonte do portão oeste chega um pequeno halfling trazendo um manuscrito com cera em suas mãos. Ele se anunciava como Eigalad e era enviado de Nazra Mrays. Dizia o halfing que havia chegado para ajudar o grupo a pedido da lorde de Waterdeep. Ele trazia consigo uma mensagem de Xanathar, a imundícia mor de Skullport
"Caros amigos da Cidadela Esmeralda. Sim, eu sei bem onde moram. hehe. Aceitem minhas desculpas em nome de lorde Liliavianthen e Nazra Mrays. Eu odeio vocês mas devo muito a esses dois lordes. Então, por hora, vou poupar a bunda de vocês dos meus tentáculos. Portanto, tratem de ficarem vivos para aceertarmos as contas depois.
Assinado, seu beholdinho favorito do coração
Xanathar"
Apesar da desconfiança com alguém como Xanathar, o grupo confiava em Nazra Mrays. Assim, portanto, permitiram que Eigalad, o halfling ladrão, fosse com eles para o norte ajudar na luta contra o dragão branco. Assim, Togela prepara provisões para os heróis enquanto Faifh cuida para que nada falte para a viagem. Alf e Teimous, então, foram encarregados de transportar a comitiva para os confins da espinha de gelo no norte. A viagem é dura e o clima extremamente pesado. A tempestade de neve caía o tempo todo e o horizonte era apenas um grande tapete mudo de silêncio em meio à imensidão branca da neve. É nessa hora que a comitiva encontra uma pequena cidade completamente congelada e eivada da amargura da morte gélida. Nem ao menos uma alma havia se salvado do ataque congelante da fera branca. Eles sabiam que tudo estava para piorar. Eles seguem adiante.
Nesse momento, Pohim, que estava no ombro de Tee Hawk, franze a testa em meio à nevasca e aponta seu pequenino dedo em direção ao norte: "Vejam! Chegamos à capital dos reinos bárbaros! É Halmor!" Sim, a casa de Luthor Ragnorok havia chegado. O que o grupo vê não é a magnificência das construções cinzas dos bárbaros, mas um cenário de morte e destruição. Parecia que a fera havia congelado tudo o que havia ali. Tudo que respirava agora encontrava o silêncio dos blocos de gelo. É nesse momento que o grupo vê uma grande sombra se projetar no céu... Era Eomerin
A fera não toma iniciativa. Ele espera como um predador esperando sua caça no alto da catedral do lugar. A tensão apenas aumenta indefinidamente. Eles sabiam que a ira daquele monstro poderia ser fatal como sua arma de baforada. Era o tudo ou nada e o futuro de High Forest dependia da queda dele. Eigalad, sorrateiramente, entra na torre do dragão e acaba achando seu repositório de tesouros. Ele mal podia acreditar em sua sorte! Eigalad estava diante de um montante de jóias e um grande minério de Netheril.
A luta se inicia e Eomerin não tem qualquer pena de seus inimigos. Ele quer fazer com que paguem pela insolência de invadir seu domínio de morte. A luta irrompe como uma nevasca em meio ao estio e os heróis lutam bravamente. Os ataques da fera são fortes demais para eles. Mesmo valendo-se de suas armas mágicas, o poder do dragão era grande demais. Sua arma de sopro quase derruba a todos ali, mas as habilidades de Zelasny acabaram sendo de grande valia naquele momento. Sua mágica permitiu que todos ali tivessem uma certa proteção ao vento gelado de Eomerin.
Nesse momento, os olhos de Tee Hawk enxergaram as fraquezas do dragão e o momento exato em que ele preparava mais um sopro gélido. No entanto, dessa vez, seria grande o suficiente para acabar com tudo ao redor. Era o fim de tudo. Vendo que esse momento seria a sentença de morte para seus amigos, Tee Hawk se arrisca numa manobra heróica e suicida. Ele Chama toda a atenção do dragão apenas para si para que seus amigos tivessem uma chance de matar a fera. Tee Hawk sabia que tinha a proteção mágica de Pohim e ele também desenvolveu o treinamento para resfriar sua pele no sentido de aguentar mais da força do dragão.
É exatamente isso que se desenlaça. Tee Hawk leva a terrível baforada mas consegue abrir uma brecha na guarda de seu inimigo. Vendo que era hora do golpe final, Zelasny ataca como um trovão. Sewire convoca seus mortos vivos para atacarem e Kira descarrega seu raio de bruxa com toda sua força contra o dragão que, finalmente, encontra seus últimos momentos nessa terra. Era o fim de Eomerin mas não seria assim tão fácil! Ele entendia a própria morte e decidiu levar todos ali com ele num último esforço. Eomerin, em seus últimos instantes, joga mais uma vez seu sopro mortífero.
Parecia o fim mas os heróis aguentam bravamente. Não fosse as habilidades conjuntas de todos ali e da mágica providencial de resistência a energias de Zelasny, certamente eles não estariam anadando entre os grupos. Era o fim da luta e Eomerin finalmente jazia sem vida aos pés dos heróis que apenas respiravam aliviados - mas não por muito tempo. Nesse momento um resoluto Pohim exclamava:
"Adiante, amigos! A luta não acabou. Sinto um grande vórtice mágico vindo do castelo Ragnarok. Seja lá quem estiver controlando Luthor, está esperando a nossa entrada no castelo. Recomponham-se pois esta é a luta final pela libertação das tribos nórdicas!"
O sol pálido se ergue no horizonte platinando a visão do castelo Ragnarok. A luta final pelas tribos bárbaras havia chegado e não havia caminho de volta





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