Monday, September 7, 2020

"BEYOND LIFE AND DEATH" [further play #03] - Sewire

 Further play #3 - Além da Vida e da Morte - Episódio especial: Sewire

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Sewire está frente a frente com sua mãe Taya. Ela estava completamente dominada pela energia negra do lorde Strahd Von Zarovich. Era a luta final para o jovem druida que tinha à sua vista a visão de sua querida mãe devassada pela maldade do vampiro ancestral da Baróvia. Não havia meios de evitar o combate e a contenda estava para irromper. Ele sabia que o que quer que acontecesse dentro daquele palácio significaria muito mais para si do que qualquer outra coisa. Sewire sabia que o destino da Costa da Espada estava ligado a suas ações e mais: a vida de sua mãe e a vida dos seus amigos vistanni.

A noite era pálida e prenunciava a dança da morte ensaiada pelo tremular das sombras na luz azul que prateava a sala do trono de Strahd. O chão estava mais azul-escuro do que de costume e uma tempestade de chuva caía do lado de fora do castelo Ravenloft. Em meio a um trovão, eis que surge o lorde do mal, apoiando suas mãos nas costas de Taya de forma cínica entreolhando suas vistas ao olhar impassível de Sewire. 

Strahd: "Vem, Sewire. Serve ao meu lado e deixa tuas ambições frívolas para trás. Teus amigos já conhecem a morte lá onde estão e cá está teu futuro ao lado de teu pai"

Sewire: "Pai?" responde o druida com seu olhar e semblantes inabaláveis expressando pouco ou nenhum sentimento para o que se apresentava naquele momento.

Strahd: "Sim! O que vês em vossa frente é teu pai. Por que achas que teu irmão era meu servo? Que me tinha como verdadeiro pai e me seguia? `Por que achas que tua mãe mentiu para vós esses anos todos sobre um pai élfico que nunca conheceste? Que não tem quadro nenhum ou de herança nunca deixou meemento? Não podes ser tão cego..."

Sewire: "Não posso ter contigo. A mim não me importa se és meu pai ou não. Tudo que vejo é um homem que um dia foi bom e hoje lamúria sobre ódio e fígado. Abre vosso coração já"

Strahd: "Vem servir ao meu lado e te farei príncipe de toda a baróvia. E de vossa mão, farei-la rainha de tudo que o sol e a lua tocam quando surgem no céu."

Sewire: "Acorda enquanto ainda é tempo. Não era assim que Natasha queria que vossa vida fosse, "pai"...

Irrompendo como um vulcão, Strahd voa para cima do corpo pequeno de Sewire com verdadeira fúria em seus olhos ígneos e escaldantes. Ele carregava consigo um grande rancor na alma pela mera pronúncia de sua amada e falecida Natasha. "Calai-vos! Calai-vos! Não sabes do que falas, inseto. Vou partir-lhe ao meio com minhas garras de lobo e dentes de morcego!" Era o início da luta e, nesse instante, Sewire leva um forte golpe que o projeta vários metros em direção a uma parede, a qual ele abalroa e cai doloroso no chão frio e azul-escuro do castelo Ravenloft.

As investidas do vampiro pareciam não ter fim e o corpo do jovem druida era dilacerado com fúria e ímpeto. Ele não estava reagindo. Era como de alguma forma Sewire, do fundo do seu coração, quisesse que Strahd visse seus crimes e se arrependesse. Sewire estava disposto a sacrificar a própria vida para tentar salvar a alma de um lorde que há muito havia deixado o mundo acalentado do amor. Assim, num último momento de consciência, suspenso pelo seu próprio pescoço com as mãos gélidas do vampiro, Sewire conjura seu poder final. Sim, Sewire foca todo seu poder de vida e morte e transforma-se numa espécie de "grande árvore" envolta num antipodário de luz e sombra, de morte e vida.

Nesse momento, como um raio, Sewire subtrai a energia de sua mãe e aplica o golpe final no vampiro de Ravenloft. Seu poder foi suficiente para invocar todas as lembranças do castelo e tudo o que suas pedras já chegaram a ver, desde sua fundação até a decadência de seus dias de glória. O que o jovem druida viu foi um lorde que um dia fora bondoso e que vivia para praticar a justiça, até que, traído pelas suas ambições, teve que ver seu irmão e amada morrerem por mera estupidez. O espírito do irmão gêmeo de Sewire e o espectro de Estheria pareciam evitar que o lorde negro pudesse reagir. 

Assim, o último raio de vida e morte irrompe do corpo de Sewire que arrebata o vampiro para seu caixão de uma vez e para todo o sempre. A alma do vampiro, assim como todos que ali viviam incluindo seu irmão e Estheria pareciam transmigrar para um mundo distante. Um mundo onde só havia uma deusa bondosa bem longe dali onde até mesmo uma alma poluída como a de Strahd poderia ter uma nova chance. Era o fim de uma lenda da escuridão nos domínios do medo, pelo menos por hora. Será mesmo que a Baróvia teria uma chance de agora em diante? Os vistanni poderiam ver a luz do dia mais uma vez? Eram perguntas que Sewire não poderia parar para pensar sobre. Era hora de levar o minério netheril para Erik destruí-lo antes que fosse tarde demais. 

Sewire volta ao laboratório de Erik e encontra bem mais que seus amigos Tee Hawk e Zelasny esperando por ele. O jovem druida percebe que seu corpo havia sofrido mudanças. Aparentemente seu coração parou de bater e seus sinais vitais o haviam deixado. O preço pelo banimento de tão maldito fruto parece que estava se apresentando. Sewire desenvolveu uma certa nuance entre a vida e a morte - e isso levou bem mais que sua vida mortal: o transformou numa lenda. 

STRAHD E O CASTELO RAVENLOFT


Saturday, September 5, 2020

"XANATHAR'S DECISION" [further play #02] - Zelasny

Further play #2 - A decisão de Xanathar - Episódio especial: Zelasny

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Zelasny se teleporta para para a Cidadela Esmeralda onde tem a missão de adentrar em underdark até a profunda e mitológica cidade de Menzoberranzan para dar fim ao domínio de Drizzt e recuperar o minério netheril antes que o jogador colocasse suas mãos nela. Zelasny sabia que era preciso agir depressa. Cada momento que se passava era mais um momento em que o destino das vidas da Costa da Espada estariam em risco e pior de tudo: a guerra havia chegado à cidadela e era questão de tempo até as fortificações caírem.

Faifh, Drusilla e Vulluin se empenham firmemente para manter as pessoas a salvo dentro das muralhas de madeira da cidade mas o ataque os inimigos era ferrenho. Drows atacavam de todos os lados, tanto de fora da cidade quanto da passagem secreta no templo de Mielliki que havia na cidade. Aparentemente Zirrolk, pai de Tee Hawk, acabou abrindo o selo que guardava os drows no submundo de Menzoberranzan. Com pesar no coração de ver seus amigos caírem e sua vila sendo vilipendiada, ele parte para o submundo com a missão de salvar não apenas a cidadela, mas toda a High Forest. Ele sabia que era o único capaz de chegar no submundo de Menzoberranzan mais rápido do que os outros. Sua predileção por aquelas paragens escuras lhe fazia ser o heróis mais adequado para trazer o netheril de volta a acabar com a guerra.

Zelasny parte como um raio pelas dungeons de underdark sem hesitação. Munido apenas de seu ímpeto e intuição, o quebrador de hordas avança na direção da mitológica cidade drow abaixo da terra. Mas como seria possível achar uma cidade tida apenas como um mito e que ninguém jamais achou em suas investidas? Seria uma missão suicida? Zelasny não tinha tempo para pensar sobre isso. Era conseguir ou conseguir. Não era possível voltar atrás agora. O destino e futuro de todos os seus amigos dependia de seu sucesso. Não apenas isso mexia com seu íntimo, mas também seu herói e ídolo Drizzt do Urden havia se vendido ao mal. Era um turbilhão de emoções e Zelasny mal podia acreditar que o destino tivesse a ironia de lhe colocar para lutar contra a figura que ele mais havia se espelhado.

Como um surto de velocidade repentina, rápido como um raio nas thunder plains do Ermo, Zelasny segue nas profundezas até Menzoberranzan. Sua concentração e ímpeto, fazem com que ele descubra a mitológica cidade drow. Sim, ele mal poderia acreditar que a grande sociedade dos elfos negros estava à sua frente. Mesmo tida como local impossível de se achar, suas habilidades e inigualável gana de salvar seus amigos o havia levado onde nenhum homem jamais esteve: Menzoberranzan*

Sua furtividade lhe levou de telhado em telhado, de templo em templo até a luta final contra Drizzt. À sua frente apenas dois guardas mantinham a porta em segurança. Eles não eram páreo para Zelasny naquela altura e morrem sem nem mesmo saber o que os atingira. Ao entrar na sala, Drizzt já o estava esperando e esbraveja:

Drizzt: Zelasny, eu ouvi falar de você. É uma pena que tenha que morrer pelas minhas espadas nesse momento. Poderíamos fazer uma  bem sucedida parceria.

Zelasny: "Por quê, Drizzt? O que lhe levou a se vender para as sombras?

Drizzt: "Olhe para sua esquerda, quebrador de hordas. Mira o que o jogador fez com Lloth, o avatar dos drow nesse submundo! 

Nesse momento Zelasny não apenas vê o corpo devassado da rainha aranha pendurado por cordas e pichado com palavras de subversão e ódio como também o pai de Kira agrilhoado sendo forçado a trabalhar numa forja para Drizzt.

Zelasny: "Eu não posso acreditar. Esse é o velho Al-Nazer, pai de minha amiga Wal'Kira. Como ousa usá-lo dessa forma?!"

Drizzt:"Não há quem possa lutar contra ele. Venha e me siga. Juntos poderemos lutar ao lado do jogador e criar um mundo melhor do que este no qual nossos irmãos élficos vivem em contenda e vocês humanos brigam entre sí"

Zelasny: "Não vejo escolha, Drizzt. Farei o que devo e se eu cair cair, prometo que lhe levo comigo para o inferno!"

Assim, num ato reflexo, a luta se inicia com o tilintar da morte gélida e faísca contra Dalmatia. Era o confronto final. Zelasny sabia que seu inimigo era mais forte e precisava terminar aquele combate o mais rápido que pudesse. O ranger se esforça mas o poderio de Drizzt e saúde parecem ser muito maiores do que os de Zelasny. Ele estava perdendo a luta. Num último esforço, Zelasny agarra os punhos de Drizzt na tentativa de fazê-lo despertar "Acorda, Drizzt, antes que seja tarde demais!". No entanto, o olhar dominado pela maldade do morte gélida parecia enxergar apenas morte e destruição à sua frente. A marca "K" na teste de Drizzt só prenunciava que o pobre drow não era mais do que um boneco nas mãos do jogador. 

Cerrando os dentes e punhos com toda sua força, Zelasny força as próprias armas de Drizzt contra ele e obtém uma quantidade de dano expressivo contra seu inimigo. Era o momento que Drizzt precisava para fugir em meio à escuridão de Menzoberranzan. Zelasny não sabia o paradeiro de seu inimigo e seu corpo estava muito machucado. Ele sabia que o próximo ataque seria o último tanto para ele quanto para Drizzt.

Dalmatia: "Zelasny, meu Zelasny! Eu não consigo enxergar o inimigo!

Drizzt: "E o que eu faço, Dalmatia?! Responde ou ambos cairemos aqui"

Dalmatia: "Emprega teu golem já para proteger vossa retaguarda!"

Nesse instante Zelasny invoca Isandra para guardar suas costas mas tudo parecia ser tarde demais. A perícia de Drizzt era tremenda e é nessa hora que Zelasny sente suas costelas sendo perfuradas pelas duas armas do drow, que perfurava não apenas a casca grossa de Isandra mas também sua armadura verde. Se não fosse a amortecida de Isandra, certamente Zelasny teria caído. Era o momento final. Zelasny tenta revidar mas já não tinha mais forças quando, de repente, cai de joelhos em frente a Drizzt. Na hora do golpe de misericóridia um raio irrompe nas costas do drow o projetando para trás. Era Xanathar, que finalmente havia tomado uma decisão. 

Xanathar: "Anda, Zelasny, mexe essa bundinha e mata esse drow desgraçado porque a cidadela precisa de ti!"

Zelasny: Vossa imundície?!!

Xanathar: "É, paspalho! Agora ergue e acaba com isso de vez pois a cidadela corre perigo e este lugar está desmoronando com os raios que desferi aqui.

Zelasny esforços faz, se ergue indolente e avança de uma vez por todas com as armas Morte Gélida e Faísca em direção ao atordoado Drizzt do Urden. Ele desfere o ataque final e crava as duas armas nas costelas do drow que tem sua vida terminada por suas próprias armas. As armas que serviam apenas para justiça, afinal, ainda cumpriam seu dever. Era o fim de uma lenda. Drizzt do Urden caíra assim como Menzoberranzan que estava desmoronando como a face arrependida do drow. 

"Vamos, Zelasninho! Sobe nas minhas costas logo! Eu tiro a gente daqui e levo o pai de Kira nos meus tentáculos. Esse local vai se destruir para sempre e já não era sem tempo! Essa bosta toda de drow está atacando minha sinusite! Vamos embora!" - Bradava Xanathar

Nesse instante algo inusitado e inesperado acontecia enquanto as pedras de Menzoberranzan caíam sobre o que restou do lar drow. Era Drizzt do Urden, livre do domínio do jogador e com lágrimas nos olhos. Ele se aproxima de Zelasny que apenas fica boquiaberto com a força do drow que ignorava suas feridas mortais. "Cuida destas armas e faz com que eles sejam usadas sempre para a justiça e, se puderes, me perdoa...". Com pesar no coração, era o fim da lenda de Drizzt do Urden, o elfo drow que renegou suas origens maldosas e viveu para servir ao bem. Pelo menos, no fim de sua vida, ele encontra-se nas paragens brancas do paraíso do além vida. Zelasny então, pega o netheril e parte sem demora dali.

Xanathar, como um raio, chega até a superfície apenas para ver que mais drows e lacaios místicos dilapidavam a cidadela. A visão era terrível e todo ali pareciam estar muito cansados de conter as hordas negras de Kire, o jogador. Zelasny, com coração em fervor, anseia ajudar mas sabe que deve voltar sem demora para Cormanthor e ter com Erik para a destruição do minério netheril.

Xanathar: "Vai, Zelasninho! Deixa que eu cuido de tudo aqui. Não seja bunda-mole! Vá e entrega a pedra ao Erik para acabar com tudo isso. Eu mantenho seus amigos a salvo enquanto puder.

Zelasny: "Está bem! Cuida do corpo de Drizzt. Vou fazer um ritual apropriado para ele quando tudo isto terminar"

Xanathar: "Vai logo, homem! Depois que tudo isso acabar você me arruma um encontro com Kira de Calimshan, aquela delicinha! 👀💓😁

Assim, usando sua carta de teleporte, Zelasny chega até o worshop de Erik onde ele mesmo devolve o netheril para que fosse destruído. Dalmatia adverte a Zelasny que, ao que tudo indica, Erik estava planejando sacrificar a própria vida para garantir que nenhum netheril fizesse mais parte desse mundo. Manipular uma quantidade de poder maligno assim poderia consumir uma vida e Erik, apesar de tudo, era apenas humano. Dalmatia explica tudo a Zelasny que, com respeito, entende os motivos do eladrin de fazer tais coisas. Muito sangue já havia sido derramado. 

Zelasny então encontra Tee Hawk descansando nas câmaras de recuperação de Erik e, dessa forma, entende que ele também havia sido bem sucedido. Entretanto, todos sabiam que se Sewire e Kira não conseguissem lograr êxito em suas investidas nada do plano se concretizaria e o jogador teria feito o cheque-mate. Era a hora da verdade e o relógio estava correndo contra a jogada de Sewire e Kira.

A LUTA DECISIVA EM MENZOBERRANZAN



*Zelasny obteve dois "20" em testes de orientação para achar a cidade de Menzoberranzan. Seu sucesso foi considerado lendário.


"BLAZING INFERNO" [further play #01] - Tee Hawk

Further play #01 - O Inferno de chamas - Episódio especial: Tee Hawk

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Era imperioso que o carrasco de Trassalor urgisse seu tempo para os reinos de Sembia, Suzail. A cidade estava em chamas e os exércitos do culto do dragão haviam tomado completamente a capital. O que inicialmente parecia um novo estado democrata que surgia era na verdade uma ditadura de sangue imposta por um dos lacaios de Kire, o jogador. Agora a cidade de Suzail era governada embaixo dos calcanhares do dragão vermelho Goldroth e os horizontes sembianos não pareciam prometer melhores dias. 

Às portas da cidade, Kelana reuniu o que sobrou de correligionários que ainda reconhecia o Rei Azoun como autêntico monarca e enfileirava seu ranques para uma luta final pela libertação de Suzail. Tee Hawk observa tudo aquilo no front de batalha enquanto uma resoluta Kelana reunia toda as suas entranhas num discurso para inflamar os corações para a guerra que se desenrolava. Em cima da cobertura do castelo real, Goldroth esperava seus inimigos para consumí-los com um inferno ardente de chamas. 

Kelana dá a ordem final e seus soldados invadem a cidade de Suzail em meio a um mar de espadas tilintando numa guerra que agora se espalhava não apenas no país da Sembia, mas em toda a Costa da Espada. Tee Hawk não pode perder mais tempo. Lutas contra soldados não poderiam impedir seu ímpeto de derrubar o jogador, especialmente o dragão Goldroth que apenas o esperava mirando o corpo do elfo que avançava até o castelo real para a luta derradeira contra os dragões.

Sem demora, Tee Hawk sobe suas escadas e tudo o que encontra no caminho até lá é uma guerra sem limites ecoando em cada viela de Suzail. Tee Hawk chega até a cobertura do castelo do rei Azoun e que agora havia virado uma arena particular entre Goldroth e o selvagem elfo. Os olhares se cruzam nrvosamete. Era chegado o momento em que o futuro de Suzial seria resolvido. Seria essa a morte de Tee Hawk ou seria esse o instante em que as vidas seriam salvas? 

Goldroth: "Eu já te esperava, matador de dragões? Pensa que eu não conheço vossa fama? Pensas que eu não sofri pela morte de Ardax ou pela queda do negro Samus? E o que posso dizer sobre a queda do stormbreaker em Chult ou sobre o luto que se passou com a queda recente de Eomerin? E meu querido Trassalor? Vou fazê-lo pagar por todos eles, Tee Hawk. Voou fazê-lo sofrer!

Tee Hawk: "Venha e vou coloca-lo na ponta da minha espada e a mesma espada que matou seu amigo Trassalor vai degolar sua cabeça"

Goldroth: "Ninguém pode subtrair Goldroth, o magnânimo. Eu sou poderoso! Dessa forma, vou lhe fazer uma oferta. Sirva sob meus pés como o verme que você é e talvez eu deixe você lamber minhas patas. Mwa ha ha ha ha!

Não havia saída para Tee Hawk, era a hora da luta. Sem demora, Tee Hawk investe contra o vaidoso dragão vermelho. Sua garras, cauda e mordida eram mortíferas e o selvagem elfo sofria com cada sangue que jorrava de seu corpo musculoso. Por mais que Tee Hawk atacasse contra o corpulento Goldroth, não era suficiente. O dragão preparava sua arma de sopro e Tee Hawk sabia que precisava agir rápido. Dessa forma, Tee Hawk saca seu grande escudo mágico e bloqueia parte das chamas ardantes que saiam da boca de Goldroth. Ele conseguiu respirar por mais um tempo. 

Goldroth preparava suas manobras de voo e isso era deveras ruim. Se o dragão começasse a voar, as chances de Tee Hawk só diminuíam. Assim, no segundo rasante que a fera deu nas alturas do castelo, Tee Hawk se agarra em sua calda e tenta perfurá-lo pelas costas. No Entanto, Goldroth não era um tolo. Sabia que precisava tirar o elfo de suas costas de forma urgente. Assim, ele balança sua calda por cada telhado e estrutura da cidade de Suzial. Tee Hawk é resoluto e corajoso e segura com toda sua força no rabo da fera mesmo a despeito de despedaçar seu corpo. Não foi o suficiente.

Nas alturas Tee Hwk vê a guerra tomando cada canto da cidade. Ele precisava ser rápido pois sabia que a magica que alimentava os exércitos do jogador estavam diretamente ligada à força de sua infantaria. Se Goldroth caísse, Kelana teria uma chance. Era agora ou nunca. No entanto, Tee Hawk cai das costas de Goldroth na arena de corrida de bigas da cidade quase perdendo sua vida. A fera, vendo sua chance chegar, pousa e prepara seu sopro ardente de chamas. Ele então desfere o golpe final. Tee Hawk é queimado vivo num verdadeiro inferno de fogo. Era o fim e o selvagem elfo havia caído.

No entanto, no fim de suas forças, algo como um segundo vento de ímpeto e bravura, simplesmente ignorando a face gelada da morte, Tee Hawk se ergue para o ataque final. Goldroth mal pode acreditar na força interna do elfo e alça voo para pegá-lo de surpresa. Tee Hawk não permite e monta em suas costas de novo. Quase sem vida, nas alturas, o selvagem elfo desfere o ataque final nas costas da fera que cai sem vida no meio da cidade. Era o fim do malvado e egocêntrico Goldroth. 

Kelana encontra o elfo em frente à sala de tesouro e tudo o que intressa ao elfo é o minério netheril. Ele sabia que nada daquele ouro serviria se o mundo se destruísse nas mãos do jogador. Quase morto, então, Tee Hawk pede para que Kelana se ajoelhasse para que ele, ao pegar a coroa real em meio aos tesouros do dragão, lhe coroasse na frente de todos como nova rainha de Suzail e herdeira de Azoun. Ela chora de felicidade e diz que a Cidadela Esmeralda sempre poderia contar com força da herdeira do matador de Trolls, Kelana Azoun V. Assim, sabendo que não podia perder mais tempo, Tee Hawk se teleporta para Cormanhtor para encontrar-se com Erik levando consigo sua pedra de netheril.

Ao chegar no laboratório de Erik, Tee Hawk entrega o amaldiçoado minério ao eladrin mago e recupera suas feridas na câmara reparadora de Erik, enquanto ele cuida para que a pedra fosse destruída por sua máquina. O momento da luta contra o jogador se aproximava e o destino de todos da Costa da Espada dependia do sucesso dos outros: Zelasny, Kira e Sewire.

CAPÍTULO 34 [online] - Enter the player

 Capítulo 34 - Surge o jogador


Pohim adverte os heróis que a luta ainda não tinha acabado. Ainda restava mais um inimigo a cair: Luthor Ragnarok. O antigo colega de Erik havia sido dominado pelo jogador e agora todas as tribos do norte gelado jaziam aos pés de Tee Hawk, Kira, Sewire e Zelasy. Em meio à forte nevasca da espinha de gelo mais uma caminhada precisava ser feita. A caminhada até o centro da capital Halmor, coração de todas as tribos bárbaras, um local esplendoroso feito de pedras vulcânicas congeladas. E no meio de tudo isso, a paisagem era de desolação, morte e esquecimento. Corpos das pessoas que vivam ali foram completamente congeladas até a morte. 

O silencio ensurdecedor do mar congelado de Halmor acabava de ser quebrado pelos portões do castelo Ragnarok arriado suas estruturas para receber os heróis como se o jogador os estivesse previamente os heróis para a boca da morte. O barulho das correntes tilintava mecanicamente até que todo o palácio interno estivesse à vista. Os degraus que levavam Tee Hawk, Kira, Sewire e Zelasny até o trono estavam incrustados com cadáveres dos criados de Ragnarok. A expressão em seus rostos só refletia a dor de pessoas que morreram lutando para proteger sua casa. Será esse o destino dos heróis? Lutar para proteger os que ama para encontrar apenas a face gelada da morte? Assim como aconteceu com os submissos do castelo Ragnarok?

Sentado no trono acima de todos os mortos, Luthor pousava com as mãos de uma figura obscura segurando seus ombros como se fosse seu melhor amigo ou conselheiro. Era um mago vestido de um robe azul escuro e rosto deformado. Enquanto isso um rei caído que palidamente refletia seus dias de glória. Luthor Ragnarok era apenas um eco pálido de uma folha seca do homem que foi no passado. Tudo o que restou foi um boneco daquela figura obscura em suas costas. Seu olhar só refletia a frieza e brancura daquelas mortes que Eomerin deixara.

Ele se anunciava como Kire, o jogador. O mago, que irrompia uma chama branca e azul de maldade, totalmente infundida de Netheril, abria sua boca para profanar e jurar contra os destemidos heróis: 

O Jogador: "Chegou vossa hora, heróis! Eu tenho observado vosso movimento o tempo todo durante esses dois anos. A queda de Calimsham, a batalha em Chult, A busca pelo dragonstaff e morte impiedosa de Ardax. No entanto, vocês moscas já me irritaram demais. É chegada a hora de vocês caírem do tabuleiro assim como as outras peças que não me interessam mais."

Nesse momento, a luta parecia iminente. Tee Hawk prepara sua espada e cerra seu punho. Kira tranca seus dentes sob seu olhar frio de raio de bruxa. Zelasny impunha sua arma rente aos olhos em clara postura ofensiva e Sewire ergue seu penduricalho zumbi amaldiçoando seu inimigo à sua frente. Nesse instante, como forma surpresa e agarrando o punho de Tee Hawk abruptamente surge um Erik com olhar em fogo mirando seu inimigo à frente: "Essa luta é minha!"

Junto a ele também estava Elminster de Shadowdale, que imediatamente trava uma luta particular com o jogador. Raios e energias multicoloridas explodem no salão do trono do castelo Ragnarok. Elminster e o jogador pelejariam até que apenas um estivesse de pé. Era agora ou nunca para um dos dois. Enquanto isso Erik lamenta os caminhos que o destino havia reservado para sua vida: "Amigo Luthor, eu não imaginava que nossas vidas terminariam desse jeito. Depois de tudo que fizemos nessa terra, agora somos renegados e temos que lutar um contra o outro. É uma pena vê-lo dessa forma mas farei o que devo pelo bem da Costa da Espada"

Luthor Ragnarok tinha poderes incríveis e nem mesmo a as artes de batalha de Tee Hawk, místicas de Kira, Necromantes de Sewire ou internas como as de Zelasny parecia dar frutos contra o bárbaro. Não era à toa que ele possuía esse sobrenome: Ragnarok, o flagelo da morte na mitologia nórdica. Sabendo então que não poderiam ganhar de seu machado sangrento, Erik começa a preparar uma mágica definitiva para poder diminuir o poder devastador de Luthor. Ele precisava de tempo mas Luthor sangrava todos no local. Nem mesmo as nuvens de fumaça e insetos conjurados pelos heróis parecia surtir feito. É nessa hora que Kira recebe um golpe fatal. Ela cai quase sem vida enquanto o machado rasga seu peito.

Erik desfere seu raio mortal e acaba caindo sem forças. Era o momento que os heróis precisavam para acabar com o decaído rei dos bárbaros. Assim, mesmo todos abrindo feridas em Luthor, o golpe final fora dado por Zelasny que perfura seu coração, encomendando assim sua alma para os braços de Mielikki, era o fim do lendário Luthor Ragnarok que caia sem vida e pedindo perdão para seu antigo amigo Erik, "Logo eu estarei contigo, amigo", lamentava com uma lágrima no rosto um enlutado Erik.

Pohim e Erik advertem ao ouvirem estaladas de raios mágicos vindo do pátio real: "É Elminster! Vamos correr ou será tarde demais!" Assim, no momento final, Elminster desferia seu raio contra o raio do jogador mas o velho mago de Shadowdale acabou falhando. Elminster cai. Não a troco de nada pois viu-se claramente que o jogador ficou altamente machucado e precisou fugir para não morrer. É nessa hora que Elminster, nos braços da morte e olhando fundo nos olhos de Erik, explica toda a situação:

Elminster: "Erik, amigo, ouça. Eu estive na mente do jogador e o que vi foi morte. Cada canto da Costa da Espada está recebendo os exércitos de Kire e o fim de tudo está muito próximo." 

Erik: "Aguente firme, Elminster de Shadowdale. Força!"

Elminster: "Não... meu tempo já passou. Ouça com atenção. O jogador precisa de quatro minérios essenciais de Netheril. Os mesmo quatro iniciais que deu início ao império Netheril do passado. Os mesmos que fizeram as cidades saírem do chão. Ele precisa dessas quatro pedras mágicas. Elas estão sob a guarda de quatro de seus lacaios. Eu consegui suas localizações sob o custo da minha vida. Use essa informação para fazer o que é certo. Vá antes que Kire recupere suas forças e vá atrás dela. Pegue-as e as destrua com sua máquina."

ELMINSTER

Assim, no fim de tudo e com a morte de Elminster adverte os heróis. Ele explica a situação e divide as tarefas para que a luta final contra o jogador se desenlace e a Costa da Espada seja salva pelas mãos mágicas de seu inimigo. Erik explica as ações heróicas de cada um ali.

Sewire - Deveria ir até os domínios do medo e derrotar o espectro de Strahd que havia tomado o corpo de sua mãe Taya

Kira - Deveria ir a Calimsham e impedir que sua irmã Wal'Erie dominasse o local. Ela havia sido dominada pelo Jogador

Zelasny - Deveria entrar em underdark até Menzoberranzan e derrotar Drizt, que liderava um exército contra a Cidadela Esmeralda

Tee Hawk - Deveria ir a Cormyr e derrubar o culto do dragão liderado por Goldroth, o dragão vermelho

No fim, ao pegarem os minérios netheril, eles deveriam voltar para Cormanthor e entregá-las para a máquina de Erik para que ele as destruísse de uma vez por todas. Assim, sem perder nenhum segundo, os heróis se despedem pois sabem que essa pode ser a última vez que poderiam se verem com vida. Era chegada a hora da luta final pela liberdade. A luta pela Costa da Espada estava prestes a entrar em seu capítulo final.




Thursday, September 3, 2020

CAPÍTULO 33 [online] - Icing Death

 CAPÍTULO 33 - A morte gélida

O grupo de heróis decide que já não era hora de perder mais tempo. Em uma questão de dias Eomerin estaria às portas de High Forest e, consequentemente, da Cidadela Esmeralda. Não apenas a cidade élfica estaria em risco mas todas as vilas gnomas e raças da floresta estariam sob risco da baforada da morte de Eomerin, o malvado dragão branco. O tempo de meias medidas e hesitação havia passado. Kira, Sewire, Tee Hawk e Zelasny estavam prontos para subjugar outra peça no grande tabuleiro.

É nessa hora que, chegando no horizonte do portão oeste chega um pequeno halfling trazendo um manuscrito com cera em suas mãos. Ele se anunciava como Eigalad e era enviado de Nazra Mrays. Dizia o halfing que havia chegado para ajudar o grupo a pedido da lorde de Waterdeep. Ele trazia consigo uma mensagem de Xanathar, a imundícia mor de Skullport

"Caros amigos da Cidadela Esmeralda. Sim, eu sei bem onde moram. hehe. Aceitem minhas desculpas em nome de lorde Liliavianthen e Nazra Mrays. Eu odeio vocês mas devo muito a esses dois lordes. Então, por hora, vou poupar a bunda de vocês dos meus tentáculos. Portanto, tratem de ficarem vivos para aceertarmos as contas depois.

Assinado, seu beholdinho favorito do coração

Xanathar"

Apesar da desconfiança com alguém como Xanathar, o grupo confiava em Nazra Mrays. Assim, portanto, permitiram que Eigalad, o halfling ladrão, fosse com eles para o norte ajudar na luta contra o dragão branco. Assim, Togela prepara provisões para os heróis enquanto Faifh cuida para que nada falte para a viagem. Alf e Teimous, então, foram encarregados de transportar a comitiva para os confins da espinha de gelo no norte. A viagem é dura e o clima extremamente pesado. A tempestade de neve caía o tempo todo e o horizonte era apenas um grande tapete mudo de silêncio em meio à imensidão branca da neve. É nessa hora que a comitiva encontra uma pequena cidade completamente congelada e eivada da amargura da morte gélida. Nem ao menos uma alma havia se salvado do ataque congelante da fera branca. Eles sabiam que tudo estava para piorar. Eles seguem adiante.

Nesse momento, Pohim, que estava no ombro de Tee Hawk, franze a testa em meio à nevasca e aponta seu pequenino dedo em direção ao norte: "Vejam! Chegamos à capital dos reinos bárbaros! É Halmor!" Sim, a casa de Luthor Ragnorok havia chegado. O que o grupo vê não é a magnificência das construções cinzas dos bárbaros, mas um cenário de morte e destruição. Parecia que a fera havia congelado tudo o que havia ali. Tudo que respirava agora encontrava o silêncio dos blocos de gelo. É nesse momento que o grupo vê uma grande sombra se projetar no céu... Era Eomerin

A fera não toma iniciativa. Ele espera como um predador esperando sua caça no alto da catedral do lugar. A tensão apenas aumenta indefinidamente. Eles sabiam que a ira daquele monstro poderia ser fatal como sua arma de baforada. Era o tudo ou nada e o futuro de High Forest dependia da queda dele. Eigalad, sorrateiramente, entra na torre do dragão e acaba achando seu repositório de tesouros. Ele mal podia acreditar em sua sorte! Eigalad estava diante de um montante de jóias e um grande minério de Netheril.

A luta se inicia e Eomerin não tem qualquer pena de seus inimigos. Ele quer fazer com que paguem pela insolência de invadir seu domínio de morte. A luta irrompe como uma nevasca em meio ao estio e os heróis lutam bravamente. Os ataques da fera são fortes demais para eles. Mesmo valendo-se de suas armas mágicas, o poder do dragão era grande demais. Sua arma de sopro quase derruba a todos ali, mas as habilidades de Zelasny acabaram sendo de grande valia naquele momento. Sua mágica permitiu que todos ali tivessem uma certa proteção ao vento gelado de Eomerin. 

Nesse momento, os olhos de Tee Hawk enxergaram as fraquezas do dragão e o momento exato em que ele preparava mais um sopro gélido. No entanto, dessa vez, seria grande o suficiente para acabar com tudo ao redor. Era o fim de tudo. Vendo que esse momento seria a sentença de morte para seus amigos, Tee Hawk se arrisca numa manobra heróica e suicida. Ele Chama toda a atenção do dragão apenas para si para que seus amigos tivessem uma chance de matar a fera. Tee Hawk sabia que tinha a proteção mágica de Pohim e ele também desenvolveu o treinamento para resfriar sua pele no sentido de aguentar mais da força do dragão. 

É exatamente isso que se desenlaça. Tee Hawk leva a terrível baforada mas consegue abrir uma brecha na guarda de seu inimigo. Vendo que era hora do golpe final, Zelasny ataca como um trovão. Sewire convoca seus mortos vivos para atacarem e Kira descarrega seu raio de bruxa com toda sua força contra o dragão que, finalmente, encontra seus últimos momentos nessa terra. Era o fim de Eomerin mas não seria assim tão fácil! Ele entendia a própria morte e decidiu levar todos ali com ele num último esforço. Eomerin, em seus últimos instantes, joga mais uma vez seu sopro mortífero. 

Parecia o fim mas os heróis aguentam bravamente. Não fosse as habilidades conjuntas de todos ali e da mágica providencial de resistência a energias de Zelasny, certamente eles não estariam anadando entre os grupos. Era o fim da luta e Eomerin finalmente jazia sem vida aos pés dos heróis que apenas respiravam aliviados - mas não por muito tempo. Nesse momento um resoluto Pohim exclamava:

"Adiante, amigos! A luta não acabou. Sinto um grande vórtice mágico vindo do castelo Ragnarok. Seja lá quem estiver controlando Luthor, está esperando a nossa entrada no castelo. Recomponham-se pois esta é a luta final pela libertação das tribos nórdicas!"

O sol pálido se ergue no horizonte platinando a visão do castelo Ragnarok. A luta final pelas tribos bárbaras havia chegado e não havia caminho de volta



CAPÍTULO 32 [mRPG] - Training Day

 Capítulo 32 - O dia do treinamento

Kelana tem uma conversa apreensiva com Kira e Zelasny. Ela revela ao quebrador de hordas e à feiticeira de Calimsham que havia encontrado um símbolo em meio às coisas de seu pai. Era o emblema do culto do dragão. Esse símbolo significava muito mais do que aparentava. Aquilo dizia respeito a coisas terríveis. Significava que o antigo culto há muito extinto havia voltado à ativa e, com ele, uma horda de dragões poderia chegar em pouco tempo. Não apenas isso, mas se a associação de cultistas estiverem ligados à nobreza de Cormyr, significava dizer que não apenas o reino de Azoun teria sido derrubado pelo culto do dragão mas toda a região estaria sob controle deles. Era muito pior do que o imaginado. Zelasny sabia que seu plano de livrar Cormyr da opressão seria mais difícil do que ele jamais imaginou.

Do outro lado da cidade, Tee Hawk treinava e se preparava para o combate iminente com Eomerin, o dragão branco que assolava os reinos do norte. No meio de seu torpor de concentração um resoluto determinado Pohim segurando de um condão, rogava ordens apreensivas para o carrasco de Ardax:

"Vamos, Tee Hawk, não podes se dar por vencido. Eomerin não terá penas nem de ti nem do teu povo da cidadela. O mesmo se seguirá com minha vila se falharmos! É o tudo ou nada, amigo. Levanta e tenta de novo, vamos!"

Pohim ensivana Tee Hawk a lidar com o frio extremo. Ensinou o selvagem elfo a superar o limite da hipotermia a partir de sua arte mágica. Pohim sabia que a derrota de Tee Hawk era a derrota de toda a High Forest. Assim, logo que seu treinamento acabou, Pohim lhe fala "Descansa. Amanhã partimos para a luta. Farei o mesmo que tu: vou me despedir dos meus amados pois talvez não voltemos". 

Depois da partida de Pohim uma série de gritos ecoavam pelo distrito de Ash Crosssing, bairro mais antigo da Cidadela Esmeralda. Eram gritos aflitos de uma apreensiva Faith, enfurecida com a moleza de seus soldados. Ela havia combinado com os bárbaros de Rudolph, ex capitão de Luthor Ragnarok, uma simulação de treinamento com os recrutas. Ela os fez pensar que a cidade estava sendo atacada e o resultado do treinamento não poderia ser outro. Os soldados não estavam preparados para um combate de verdade. Tee Hawk apenas observava tudo à distância apenas estudando os defeitos daquela centúria. Eles ainda tinham muito a aprender. 

Zelasny e Kira se juntam a Tee Hawk apenas para ver o resultado pateta da recém formada guarda da cidade. Pelo jeito, Vulluin e Drusilla iriam ter muito trabalho pela frente. Tecnicamente Vulluin era apenas um especialista em armas de cerco, porém fora promovido a general da infantaria. Quanto à Drusilla agora era a responsável direta pela guarda interna da cidade. Em termos gerais, os dois estavam responsáveis pela guarda da cidade, tanto por dentro como de ameaças externas. 

Depois do treinamento ter terminado, os bárbaros de Rudolph traz uma notícia terrível: "Tee Hawk, salve-nos e salve Luthor. As vilas do norte estão assoladas e a morte respira-se em cada esquina. Vocês heróis corajosos da esmeralda, ajudem-nos! Ajudem-nos, Kira de Calimsham, Quebrador de Hordas e o Carrasco de Tressalor. Não temos a quem recorrer!" 

O momento da luta contra Eomerin havia chegado. A viagem ao norte estava à porta e mais um sangrento combate estava para acontecer. O mais frustrante para os heróis não era a luta mas a impossibilidade de saber quem era a sombra negra que controlava tudo na Costa da Espada e que, até agora, não teve sua identidade revelada. Até quando sangue haveria de ser derramado? Quem seria o grande jogador?





Wednesday, September 2, 2020

CAPÍTULO 31 [mRPG] - Beltrão Tales

 Capítulo 31 - As histórias de Beltrão

Um belo dia, nas profundezas de High Forest, dentro da Cidadela Esmeralda, em cima de uma pedra estava o Beltrão, o novo habitante que veio de um local chamado "Dendramol". Em cima dessa pedra vulcânica preta, grande e pronunciada o halfling contava suas histórias. Essas histórias contavam aventuras de heróis que mataram um grande dragão vermelho chamado Volkmyr. Nas trovas, Beltrão falava com ansiedade sobre um homem dragão chamado Gnoplex, uma pequenina chamda Arlinda, um homem chamado Sandro e um meio elfo chamado Ellyon. A seus pés, as crianças élficas ouviam encantadas as histórias daquele eloquente halfing. 

"E foi assim que Sandro, Rigel, Arlinda, Ellyon e Gnoplex acabaram com o gigantesco dragão e a paz voltou a reinar em Azures" - Falou Beltrão.

Beltrão conta histórias de sonho e aventura nas terras de Azure. Fala da cidade anã da Garganta de Pedra e da grande floresta mágica de Dumebarian. Do magnífico exército púrpura de Vaera e das suas aventuras com Arlinda na Floresta do Devaneio.

Fala das areias escaldantes de Tenadis ao sul onde a cultura se assemelha a Calimsham e fala sobre as terras virgens de Muyubu, em Dabady. Conta sobre a terra goblinoide de Hurse e sobre os três reis que dividiam Yrbuhay, Usmedon e Fedalk. Do ímpeto de Linus, da Sabedoria de Fradru e sobre a loucura dos irmãos monarcas Kuinis de Yrbuhay.

O palavreado logo chama a atenção de Kira, Zelasny e Tee Hawk que se divertem com as histórias do fipaltra trapalhão daquele halfling. As risadas haviam deixado a Costa da Espada a algum tempo. Momentos como aquele deveriam ser apreciados como tesouro em dias de trovão como esses. Os dias que viriam pela frente trariam uma nuvem carregada.

Beltrão havia instituído uma espécie de "Acta Diurna", um jornal, uma forma de contar as notícias para a população da cidadela. Nessa acta diurna Beltrão trazia novidades de uma sorte de figuras peculiares da Cidadela da Esmeralda. Entre eles, o elfo combatente Vulluin, o artista Quildor, a indômita Faifh e o enfermeiro Turric. Vulluin havia organizado a guarda oficial da cidade, Faifh conseguira unir os correligionários de Miellike sob a benção de Ayen de Lisanthyr, Quildor havia iniciado uma série de espetáculos reconstruindo os feitos heróicos de Zirrolk e Turric havia anunciado o início da clínica médica de Sewire. 

As notícias elevavam os corações. A Cidadela Esmeralda florescia tão depressa quanto a citra verde abundante nos arredores de High Forest. Beltrão também trazia as boas vindas a três novos moradores da cidadela e que certamente iriam trilhar seus próprios caminhos por ali. Eram eles Fayne de Liliavianhten, a filha bastarda de lorde Liliavianthen. Tymora de Arfadax, ex escrava e excelente alquimista e Kelana de Cormyr, herdeira perdida do rei Azoun IV.