Tuesday, August 25, 2020

CAPÍTULO 30 [online] - Zelasny: The Horde Breaker

 Capítulo 30 - Zelasny: O Destruidor de Hordas

É chagada a hora do grande combate entre Wal'Kira, Zelasny, Sewire e Tee Hawk. Eles sabem que devem voltar o quanto antes para a dimensão do plano material e sair da encruzilhada pois era uma questão de tempo até Anthousai recuperar suas forças do choque de retorno. A luta era iminente e, apesar das ideias de visitar outros planos, encontrar queridos já mortos, os heróis decidem voltar para a batalha final contra o alquimista maligno. 

De volta ao plano material, os heróis sabem que precisam ser rápidos. Anthousai possui consigo um verdadeiro exército de mortos-vivos à sua disposição e eles estavam sem seus itens mágicos. A luta não podia ser evitada e os nervos estavam à flor da pele enquanto os ventos do deserto cantavam uma sinfonia de morte naquelas areias. Logo de prontidão o alquimista invoca seus clones de Netheril para executar os heróis. Eles acabaram de ver, então, que nada poderia ser feito até que se achasse o verdadeiro corpo de Anthousai e dar cabo dele. Os números de seus mortos-vivos só cresciam e o fim parecia certo pois nem mesmo o poder de Kira e Sewire havia sido capaz de encontrar a localização de Anthousai.

É nessa hora que Zelasny pede ajuda a Dalmatia que logo lhe diz a direção aproximada do inimigo. Assim, usando seus instintos de caçador, Zelasny fareja seu inimigo diretamente para seu esconderijo. Era sua chance. Ele precisava correr. Correr como nunca e passar por uma horda de mortos para poder matar Anthousai ou seus amigos encontrariam o amargo fim da morte. Era chegado o momento do tudo ou nada para o intrépido patrulheiro. Era uma batalha contra o relógio e cada segunda era a diferença entre a vida e a morte.

Numa manobra em conjunto, Kira e Sewire mantém os mortos à distância e Tee Hawk cuida da proteção. Nada mais poderia ser feito a menos torcer para Zelasny lograr êxito em sua investida contra Anthousai. Assim, rápido como um trovão nas estepes da Sembia, Zelasny parte para o altar secreto do alquimista destruindo cada morto-vivo que cruzava seu caminho com verdadeira força e coragem. Ele sabia que não poderia falhar ou tudo estava perdido. Ele encontra uma porta de madeira e, do outro, lado um derrotado Anthousai.

"Acha que me destruindo é o final da luta?! Seu verdadeiro inimigo é.... arrrgggggghhh!". 

Anthousai cai no chão em agonia profunda como se alguma força externa o tivesse possuído avassaladoramente. Seja quem for, cuidou prontamente que Anthousai não revelasse o nome verdadeiro do jogador de Xadrez. E é nesse momento que, do céu, surge Erik Goldenwood para ver com os próprios olhos a ruína de seu antigo amigo, Anthousai.

"Amigo, o que foi feito de ti? Não foi assim que sonhei o fim dos nossos dias. Não te preocupes, pois logo estarei contigo". 

Erik explica, então, que é perigoso que ele influencie mais nos acontecimentos atuais pois se a força maligna que fez aquilo com Anthousai o dominasse, seria muito ruim para o mundo devido a seu poder. Erik leva todos até Myth Drannor e explica aos heróis que esteve esse tempo todo cunhando uma maneira de destruir todo netheril que encontrasse numa grande pira de fogo mágico. Isso tudo causa a desconfiança do grupo pois eles sabiam que toda a infusão no netheril seria perigoso demais até mesmo para Erik. Dessa forma, Erik revela seu plano final: 

"Sim, meus amigos, isso tudo é poder demais até mesmo para eu tomar conta. Eu sei que seria corrompido por ele, vocês tem razão. Eu pretendo sacrificar minha vida para salvar meu mundo. Tantas mortes, tanta coisa se perderam. Meu tempo já passou e não vou deixar mais nenhuma vida se perder. Vou levar o netheril à destruição e o mesmo será feito de mim".

O grupo, apesar de reconhecer a atitude nobre de Erik não fica totalmente convencido que aquela era a melhor saída para lidar com o minério mágico. Entendendo a desconfiança do grupo, Erik estabelece um canal de contato direto com ele e os minérios netheril para que mesmo ele tenha vigilância constante. Assim, o grupo volta à Cidadela Esmeralda para mais uma preparação de uma longa e árdua batalha. 

Só haviam mais três dragões a serem eliminados. 

Goldroth, o agulha escarlate [dragão vermelho]

Eomerin, o morte gélida [dragão branco]

Andareunarthex [dragoa verde]

Erik havia mencionado que o jogador, fazendo uso de seus peões dragões, estava em busca de algo no interior de Waterdeep. O que Erik revelou foi que Waterdeep fora construída em cima da maior cidade caída do império netheril e que o jogador queria algo que estava lá, por isso ele mesmo construiu o dragonstaff: para manter seus inimigos dracônicos longe.

O final das batalhas se aproximava e só havia mais uma sombra a cair: o jogador.





CAPÍTULO 29 [online] - Shackled in another dimension

 Capítulo 29 - Presos numa outra dimensão

O grupo de heróis composto por Wal'Kira, Zelasny, Sewire e Tee Hawk decide finalmente enfrentar Anthousai, o alquimista do deserto de Anauroch. Cada membro da comitiva sabia que encontraria perigo iminente nas areias mágicas do grande deserto do norte. No entanto, ninguém mais estava preocupado com o rumo dos fatos como Sewire Starbel. O jovem druida sabia que encontraria aquele que fora como um pai para seu falecido irmão gêmeo. 

Isso tudo atormentava a vida do meio elfo pois como uma pessoa aparentemente bom teria se tornado um escravizador de mortos no deserto? Como alguém que abrigou um órfão como seu irmão teria se tornado uma pessoa tão ruim? Eram perguntas que logo haveriam de ser respondidas. A caravana parte de volta para a Cidadela Esmeralda para os últimos preparativos para mais uma jornada. 

Na cidadela, Vulluin, Tymora, Fayne e Kelana começam a se adaptar à vida no novo lar élfico. Sempre que os heróis colocam os pés em suas paragens, alguma coisa cresce, alguma coisa fica mais edificante. A vida na cidadela parecia ir de vento em popa. No entanto, as tormentas de Cthulhu e dos drows de underdark pareciam assombrar uma Kira extremamente dividia entre seu coração e suas ambições. Sem muito pensar sobre os assuntos cotidianos, o grupo parte para o grande deserto de Anauroch.

Ao chegar em suas paragens áridas o grupo, depois de muito caminhar em suas areias escaldantes, percebe que estava sendo seguido por criaturas bizarras que lembravam ghouls mas com aparências mais humanas. Eram os vassalos de Anthousai. Eles se moviam rápido demais e cada movimento era rápido demais até mesmo para os olhos atentos dos heróis. O que se seguiu foi luta e suor nas areias de Anauroch e mesmo com ferrenhos esforços o grupo foi pego como refém de Anthousai.

Arrastados e aprisionados como chacais do deserto o grupo é levado até a presença imperdoável do alquimista do deserto. Seus cabelos eram cinzentos e sua roupa verde com detalhes em couro. Seu olhar denotava alguém que carregava uma mágua muito profunda com olhos perdidos num misto de loucura, raiva e ressentimento. Prontamente, sem esperar muito, o grupo deixa claro que veio até ali para terminar os dias de terror que alquimista promovia nas comunidades próximas e que seu minério Netheril, do mesmo modo, também deveria cair.

Antes de uma luta se iniciar, Anthousai toma todos os itens mágicos dos heróis e não da a mínima chance de combate num iminente luta a qual nenhum deles poderia vencer.  Dessa forma, em meio à sua loucura, o terrível alquimista sela os heróis numa série de desafios a fim de se divertir ao vê-los sofrer até a morte. Assim, o grupo é levado até dois desafios: o labirinto do Minotauro e a tumba de Ankhenpot, O destino estava lanlçado

A luta contra o minotauro e contra Ankhenpot, mesmo desarmados, não parecia serem desafios para guerreiros tão formidáveis. Mesmo a ira do homem touro e seu martelo de fogo e o ressentimento da múmia que desafiou Mielikki pareciam ser suficientes para impedir o ímpeto de Sewire, Wal'Kira, Tee Hawk e Zelasny. Dessa forma, após uma sangrenta batalha contra ankhenpot, o grupo se ergue vitorioso e tem à frente de um enfurecido Anthousai.

Num ato reflexo, Anthousai, consumido pela ira investe contra os heróis e estranhamente um cataclismo acontece. Como um passe de mágica, Atnhousai comete um choque de retorno e, sem sua vontade, envia o grupo até a encruzilhada dos planos. Era lá que os mortos seguiam para seus destinos, tanto nos planos divinos, feéricos ou inferiores. Dessa forma, sem saber o que ou quem os havia salvado, um sol negro platina a luz da meia noite na encruzilhada dos planos. 

Seria esse o fim dos heróis? Eles haviam morrido? Lathander os havia salvado? Anthousai havia logrado êxito em seus planos malignos? 



Monday, August 17, 2020

CAPÍTULO 28 [online] - Serpents and Fallen Stars

 Capítulo 28 - Serpentes e Estrelas Cadentes


Tee Hawk e Kira decidem ir até a Cidadela Esmeralda para cuidar de assuntos diversos. Kira decide se encontrar com Babur de Waterdeep para que ele diga de sua própria vontade que não amava mais Ayen de Lisanthyr. Kira sabia que para que Ayen voltasse a ser o que era antes, se fazia necessário esse embate de corações partidos. Ela confranta um aprisionado e amedrontado Babur.

Durante a conversa, Babur consegue fugir de seu cativeiro e tomar de refém a guarda do moinho Jull'Iya colocando uma faca no pescoço da pobre elfa. Babur ameaçava tanto Kira quanto seu antigo falso amor Ayen. Num ato reflexo, Ayen, renovada e ciente de sua nova vida como elfa selvagem investe contra as cotas de seu antigo amor platônico. Kira, vendo que os últimos momentos de Babur haviam chegado, invoca seus espíritos do inferno para levar o bardo diretamente para as chamas da perdição de uma vez por todas. Era o fim melanolico de Babur e Waterdeep e o renascimento de Ayen, que agora servia apenas para ser uma só com a natureza e com o desenvolvimento de sua cidade natal: A cidadela Esmeralda. Tee Hawk aproveita a calmaria para jantar na casa de Faith com seu pai como se estivesse inconscientemente visitando o que restou da presença de Hope, sua amada esposa que havia morrido.

Era chegado o momento de Kira, Tee-Hawk, Sewire e Zelasny se encontrarem para por fim ao verme púrpura que assolava as areias do deserto de Calim. Isso era iminente mas não antes de Tee Hawk devolver o dragonstaff para Nazra Mrays. Zelasny e havia mencionado que Lilith, filha de Erik Goldenwood, possuía um pingente que afugentava vermes púrpuras. Imediatamente isso levanta a ideia dos heróis de chamá-la para a luta. Como um raio, o próprio Erik intercepta esses pensamentos e teleporta os heróis para sua casa em Myth Drannor e explica mais detalhes dos grandes esquemas misteriosos que tomavam parte no grande tabuleiro dos dragões.

Erik explica que existe uma grande sombra controlando os dragões e que eles estavam atrás de algo muito importante nas profundezas de Waterdeep. Foi por esse motivo que o maior do magos havia construído o dragonstaff: para que nunca se colocassem as mãos no artefato que estava nos confins subterrâneos de Waterdeep. Algo que nem mesmo para os heróis Erik foi capaz de mencionar por motivos de segurança. Ele estende a proteção do pingente de Lilith para Kira e Tee Hawk e permite que sua filha participe da luta contra o verme púrpura. 

Tee Hawk ainda tinha um dever a cumprir: ver o que foi feito da família de Tymora. Assim, o selvagem elfo segue até a vila de Pohim no intuito de visitar seu amigo e também tentar achar notícias da família de Tymora. Ao chegarem na vila gnoma de Pohim, Tee Hawk apenas tem a notícia que toda a família da elfa havia sido destruida pelos mesmos trolls que aprisionaram os gnomos de Pohim. O rei gnomo oferece suas mágicas de carapaça de gelo para ajudar Tee Hawk contra o terrível dragão branco "Morte Gélida". Tee Hawk agradece seu pequenino amigo e despacha a mais nova aprendiz de alquimista da Cidadela da Esmeralda: Tymora.

Dessa forma, pronto para o combate, Tee Hawk parte para se encontrar com Zelasny em Waterdeep para entregrar o dragonstaff para Nazra Mrays. Em Waterdeep, Zelasny e Tee Hawk além de entregar o artefato, também negociam uma série de exigências para Nazra Mrays. As demandas foram:

1. Um alvará de funcionamento para um novo prostíbulo para Onyxbelly

2. O fim das perseguições de Xanathar 

3. A arma mágica Dalmatia que estava em poder de vossa imundícia

O combate era iminente. O grupo agora estava reunido em Calimport pronto para o ataque final contra a verme púrpura. O rei Mansur mantinha-se agitado pois todos os soldados que ele chegou a enviar para conter a ameaça, não voltaram. Sharlotta Vespers também estava inquieta pois bons soldados do seu grupo foram subtraídos com os ataques da besta do submundo. Lilith adverte a todos que enviar exércitos só pioraria a situação pois todos quanto fossem enviados seriam mortos. Mansur sabe que tem que engolir a seco e deixar que os heróis resolvam essa contenda. 

O clima é tão intenso que até mesmo uma briga entre Rasssiter, o homem rato e Sharlotta ocorreu. Wal'Kira, tomando para si a tarefa de líder do grupo, coloca em prática um plano bem mais simples para acabar com a ameaça do verme púrpura: atacar com todas as forças com o amuleto de Lilith como suporte. Assim, terminando os preparativos, o grupo composto por Lilith Goldenwood, Sewire Starbel, Tee Hawk, Zelasny e Wal'Kira Al-Nazer parte para a luta final contra a criatura do submundo das areias do deserto de Calim.

Ao chegar na tumba da mãe serpente, quartel general e fortaleza do rei Mansur, o grupo se depara com uma cena inusitada. Os heróis percebem que o grupo de salteadores de Aslan estava aprisionado na fortaleza completamente abatidos e tomados pela inanição e sede. Eles sabiam o que havia acontecido. O grupo era refém fatídico do verme púrpura, que mantinha aqueles homens ali para morrerem à própria sorte. Ao tentarem abrir os portões para o grupo entrar na fortaleza, um forte estrondo irrompia no chão. Era o terrível verme púrpura.

A luta estava para começar e o clima de tensão era carregado pelo ar assim como os grãos de areia do deserto de Calim. Estava em todo local e não era possível se livrar. O combate se inicia e o verme das profundezas parecia ensandecido. Os esforços dos heróis demoraram para lograr êxito. A criatura era grande demais para os ataques de todos ali. Num acesso de fúria, a minhoca gigante engole Tee Hawk com ira e a vida do selvagem elfo estava por um fio. Eles sabiam que precisavam agir logo se quisessem a vida de seu amigo Tee Hawk.

Zelasny então parte para a boca do verme e golpeia com intensidade. Nesse momento Tee Hawk, tomado pela fúria, abre a boca do verme com as próprias mãos e, com a ajuda do patrulheiro, ambos são cuspidos para fora. Era o momento de fazer alguma coisa. A luta não poderia demorar mais pois a velocidade e força daquele verme eram imcomparáveis. A morte era algo que viria com toda a certeza. Nesse instante, Lilith usa de toda sua energia para tentar confundir a cabeça do verme e deixá-lo tonto.

Sewire usa suas magias de vinhas e prende o verme numa posição única para que os outros pudessem atacá-lo livremente e eles o fazem. Kira usa seus poderosos raios de bruxa enquanto Zelasny e Tee Hawk atacam impiedosamente. Depois de muita dureza e esforços o grupo consegue derrubar o verme púrpura finalmente. Era o fim do terror das rotas de comércio e o fim do cativeiro do grupo de Aslan. O terror havia acabado. 

Num último esforço o verme joga uma rocha gigante contra os heróis. Depois de tanta luta seria esse o final trágico de Kira, Zelasny, Sewire e Tee Hawk? Aparentemente não. Lilith joga todo o peso da rocha contra seu próprio corpo e acaba salvando os heróis. Por sorte, Erik havia feito um ritual de transferência do corpo de sua filha salvando sua vida. Erik era realmente um homem preparado para tudo. Ele havia até mesmo antecipado uma possível morte de sua filha. Parecia que tudo havia se resolvido afinal.

Investigando o local, o grupo finalmente percebe porque o nome do local se chamava "tumba da mãe serpente". Os túneis formados pela verme púrpura revelaram uma pirâmide soterrada abaixo da fortaleza. Sem acreditar em seus olhos, o grupo acha em meio aos escombros uma urna cristálica mágica fechada com um poderoso selo de mana. No revelo da caixa Kira percebe o gravuras de estrelas cadentes e uma serpente em sua superfície. 

"Por Mielikki, Selune, Mystra e Lathander, será essa a caixa da canção das estrelas cadentes?!" - São enigmas que pareceram incólumes por muitas eras mas que agora pareciam estar de volta para cumprir profecias...




CAPÍTULO 27 [online] - Traitor of Lathander

 Capítulo 27 - O traidor de Lathander

Em Waterdeep, Kairon recebe uma carta do alto clérigo de Lathander de Waterdeep "Monsenhor Albért" o convidando para uma reunião no monastério da cidade. Sem pestanejar, Kairon parte para o encontro com o novo líder religioso deixando sua loja Red Blade Magic Shop sob os cuidados de sua assistente Sylla. Dessa forma, o tiefiling bruxo reune suas coisas, pega de sua arma mágica e parte para a curiosa conversa com o clérigo de Lathander.

Ao chegar no monastério, Kairon é recebido com grande afago pelos coroinhas do local diretamente para o subsolo do edifício. O que se segue são cenas de opulência e exuberância. Itens dourados, louça cara e comidas exóticas. Não era surpresa que uma divindade tão popular entre as pessoas tivesse tanto acesso ao dinheiro. O que era surpreendente era o exagero e desperdício de gula e excessos que lá haviam. Mesmo havendo corrupção em qualquer nível do clericato na cidade dos esplendores, algo estava muito errado.

Kairon é apresentado a monsenhor Albert e ele lhe diz que é amigo de Tee Hawk. O clérigo, bastante gordo e opulento, estava cercado de quatro mulheres lascivas a seu lado. ele dizia muitas coisas a Kairon e lhe atualizou de tudo quanto havia acontecido nos últimos meses. Kairon se perguntava como alguém como ele era tão amigo assim de Tee-Hawk, alguém que decididamente não era dado ao trato diplomático, especialmente com clérigos de Lathander. Não demorou muito para Kairon perceber que o clérigo, na verdade, era um demônio da gula se aproveitando dos deleites do monastério. Isso deixava uma mensagem muito engraçada aos olhos de Kairon: a corrupção e subversão haviam tomado conta de Waterdeep. Para qualquer um, isso seria motivo de preocupação, mas para Kairon toda essa galhofa apenas lhe causava riso. 

Albert pede um favor a Kairon, qua aceita prontamente: saber o que foi feito de Aquila Brandebor. Aquila é um paladino da ordem de Lathander que havia sumido nos arredores de Neverwinter e nunca mais foi visto. Albert parecia muito aflito ao pedir notícias desse homem e sua reação não dizia muita coisa a Kairon, que parecia confuso. Sendo-lhe prometido recompensas, Kairon aceita e parte em direção a Waterdeep na companhia do coroinha Raiko, que o leva numa carroça até o local.

Pensativo todo o caminho, Kairon não pode evitar os pensamentos sobre a missão que Albert havia lhe designado. Seria uma armadilha? Um segredo? O que aquele demônio da gula estava tramando? ele precisava descobrir. No sopé das colinas de Neverwinter, Kairon acha a entrada para uma dungeon perto do cemitério indígena abandonado ao norte da cidade. O que se seguia chamava a atenção do tiefiling de forma terrível. 

Sem pensar muito sobre o assunto, Kairon entra na dungeon que lhe leva até um profundo altar cheio de esqueletos de bebês. O local parecia um porto de sacrifício para um deus maligno. Ao investigar de perto, o que Kairon vê é um altar de sacrifício com um livro para saciar a sede de sangue de Demogorgon. Tudo aquilo gelava a espinha do bruxo tiefiling que deixava o local para compartilhar seus achados com Raiko. Ao chegar até o coroinha, ele lhe diz que Aquila Brandebor era o segundo da ordem de Lathander até que ele desafiou o número um da ordem, Alister Tenkor. Aquila perdeu o combate e, com ciumes, sumiu com seu cavalo para nunca mais ser encontrado. Seria Aquila o responsável por aquela chacina de crianças?

Kairon vê ao longe um cavaleiro da morte chegando num cavalo com um bebê no colo. Kairon precisava fazer algo ou a criança morreria. Ele decide seguir o monstro para evitar o pior. Apesar do esforço de Kairon, tudo havia sido em vão. Seus golpes eram inúteis e o próprio cavaleiro da morte acerta sua lâmina final em sua carne. Era o fim para o jovem bruxo tiefling de Waterdeep. Seus dias de glória, aventura e bon vivant haviam chegado a um final.

Na escuridão de sua inconsciência, o demônio da lâmina vermelha, seu patrono, salva sua vida. O que a entidade lhe diz perturba a mente de Kairon "volte à vida e traga-me oferendas de sangue, maldito!". Kairon sabia que por anos ele havia evitado ter com aquela lâmina mas o momento havia chegado. Seu patrono estava descontente com sua desatenção e desassistência. Agora Kairon havia voltado à vida e o custo talvez fosse alto demais. 

Kairon percebe que voltou no tempo alguns minutos e acorda do lado de fora da dungeon. Não desejando cometer os mesmos erros, o tiefling se comunica com sua bola de cristal com seus amigos Kira, Sewire e Tee-Hawk para pedir ajuda para evitar o pior. Afinal, cavaleiros levantando forças sob o nome de um dos senhores negros mais poderosos não era algo que se deva ignorar. Dessa forma, o grupo que estava em Calimsham decide enviar Zelasny para ajudar na luta já que este possui profundo conhecimento com mortos-vivos.

Zelasny viaja até os arredores de Neverwinter com o poder de Kira e uma nova luta estava prestes a se iniciar com o infame cavaleiro da morte que chegava para tirar a vida de um bebê em glória a Demogorgon e Lorde Soth. A luta se inicia e o combate, que parecia ser simples, provou ser extremamente difícil. Zelasny vê que, na verdade, não tratava-se de um cavaleiro da morte, mas de uma espécie de minion deste. Era uma aparição, um escudeiro ou ajudante de um cavaleiro da morte. Para o alívio de Zelasny, a luta não era contra um invencível paladino do mal.

A luta caminha com muita dificuldade até que Zelasny acaba sendo controlado pelo monstro. Kairon luta com todas suas forças mas nada parece derrubar o terrível escudeiro. No último instante, em suas últimas forças, Kairon parece encarar a face gelada da morte por uma última vez. Nesse momento, num ato reflexo, Raiko joga sua mágica de cura em Kairon fazendo queimar de novo a chama da esperança. Kairon realiza mais uma vez seu encanto e finalmente derruba o arauto da morte.

Zelasny deixa Kairon e parte sem demora para Waterdeep para encontrar-se com Tee Hawk, que estava lá para devolver o dragonstaff a Nazra Mrays enquanto Kairon levava o bebê que foi salvo para os cuidados do orfanato de Neverwinter.


CAPÍTULO 26 [online] - Onyxbelly

 Capítulo 26 - Barriga de ônix


Em Calimsham, Kira, Tee-Hawk, Sewire e Zelasny descansam suas feridas de batalha da luta contra o terrível dragão azul Anaxter. Os dias que se seguem denotam paz e tranquilidade nas areias do reino sulista. Zelasny decide começar a procurar por sua amiga Ayen enquanto Kira visita a mansão abandonada de seus pais que permaneceu vazia desde o dia em que o patriarca Al-Nazer fora escorraçado de Calimport. Ao rever antigos mementos junto com sua amiga Ana, Kira encontra outra canção de seu pai: a canção da estrela cadente.

De volta ao castelo real de Mansur, Zelasny e Kira perguntam ao rei onde podem encontrar o infame Onyxbelly, dono de uma rede de prostíbulos espalhados por toda Costa da Espada e possível atual dono da elfa Ayen, que havia sido vendida a ele por dívidas de jogo realizadas por Babur de Waterdeep. Vossa majestade Mansur adverte que Onyxbelly é uma figura importante e que não deveria ser ameaçado. Dessa forma, o intrépido patrulheiro e a indomável warlock partem para o prostíbulo "Black Djinn".

Ao chegar no gênio negro, Kira é recebida com muito respeito pois agora ela era reconhecida como uma das pessoas mais importantes de Calimport e herdeira dos armazéns de Al-Nazer. Sem demora, a dupla negocia a libertação tanto de Ayen, que estava quase transformando-se numa banshee e de outra elfa chamada Tymora, sendo que esta fora comprada através de modalidade de leilão pelas mãos do próprio Zelasny.

De volta ao castelo real, Tymora é apresentada a Tee-Hawk e a jovem elfa implora que ele descobra o que foi feito de sua família a qual fora destruída por um ataque de trolls próximo à vila de Pohim, o gnomo. Aceitando prontamente, o grupo se reúne com Sewire, que estava meditando e decide ir até o deserto de Calim para dar cabo da ameaça do verme púrpura que assolava o local. No entanto, uma mensagem telepática de um velho amigo mudaria todos os planos. Era Kairon, o tiefling, que mandava uma mensagem terrível que poderia mudar os rumos da Costa da Espada. Cavaleiros da morte estavam rondando os reinos sob o infame nome de lorde Soth...



Saturday, August 15, 2020

CAPÍTULO 25 [online] - The Stormbreaker

 Capítulo 25 - O Quebrador de Tempestades

Mais um dia nasce na cidade dos esplendores. Waterdeep segue sua vida frenética no cais de porto e os heróis caminham até os armazéns de Janus Ulbrinter. Lá, o nobre de Waterdeep mostra o escritório secreto de seu pai, Kain Ulbrinter, o dragonslayer salvador. O próprio Kain foi responsável por destruir completamente o culto do dragão no passado e acabou perdendo a vida no processo. Seu corpo foi recebido com grande ovação pela cidade ao salvar a população dos ataques dos terríveis dragões Rondatrexivan, Tentrapolux e Landertrokla. Kain havia salvado a cidade e dado cabo do infame culto do dragão e o povo estava feliz com isso. Ele foi um heroi...
Kain Ulbrinter vs Tentrapolux na batalha do esplendor

Janus explica que o culto ressurgiu e que ajudará Tee-Hawk, Sewire e Zelasny a herdarem a dádiva de Kain Ulbrinter: seu draconomicron. Dessa forma, os heróis aprendem tudo o quanto podem com a biblioteca do pai de Janus e pedem uma cópia para que seja levada à cidadela. Em seguida, o grupo parte de Waterdeep após uma conversa com Omin Dran, que entrega toneladas de suprimentos para distribuir aos famintos da cidadela. No navio também segue viagem um aprisionado e decadente Babur, que acaba revelando a Zelasny que Ayen foi vendida como dívida de jogo em Neverwinter. A herdeira de Lisanthyr acabou passando de mestre em mestre até parar nas areias de Calimsham.

De volta à Cidadela Esmeralda, o grupo é recebido com calor enquanto todos vêem que o fantasma da fome agora é uma imagem distante. Os heróis descansam o quanto podem de volta ao lar mas seus corações sabem que em breve a luta de suas vidas tomará parte nas selvas de Chult. Nazra Mrays informou ao grupo que o dragão azul Anaxter estava assolando Chult e seria uma questão de tempo até ele assombrar Waterdeep. Não apenas isso, Anaxter estava muito próximo de colocar suas garras malignas no dragonstaff, o que por si só já era algo aterrorizante. 

Kira encontra-se com seu patrono Cthulhu, que lhe manda trair seus amigos e liberar o selo da entrada de underdark da cidadela e tudo isso gera um grande conflito interno na feiticeira do deserto. A marca de Lathander agora queimava em sua pele e suas divagações se equilibravam entre dias e noites frente às suas ações. A bela warlock vivia tempos em turbilhão e seu futuro era incerto assim como o destino da cidadela. Sewire especializa ainda mais os habitantes do lugar e oficializa uma clínica médica na cidade com a ajuda de seu novo assistente Turric, o gnomo. Zelasny entrega as duras noticias a Lisanthyr e Tee-Hawk treina com Hope uma novíssima infantaria élfica, que agora seria responsável por defender a Cidadela da Esmeralda. Em meio a tudo isso, os livros de Kain Ulbrinter chegam à cidadela e são guardados como tesouro nos aposentos mais internos da morada real.

É chegada a hora da viagem e do momento decisivo. Os heróis seguem viagem de cavalo até o ponto mais próximo de Chult no continente: Calimport. Porém, no meio de suas andanças, um cenário causou nostalgia e saudade entre os corações: eram as minas de The Crags. O local, agora verde e belo, voltou a ser a morada das raças da floresta. A vida irrompia em cada folha verde do local. Não muito tempo atrás, Andareunarthex assolava ambos humanos e raças da floresta com sua maldade. Após um breve momento contemplativo, um pequeno sorriso surge do canto da boca vermelha de Kira. Sim, parecia que este mundo ainda tinha solução e valia a pena lutar pelo que era certo. Os heróis reencontram a fada En'Ary, que mostra para eles a entrada secreta de mais um templo dracônico existente ali. Ela explica que talvez o demônio Weemon, que agora estava a solta em Cormyr, saberia não apenas minúcias daquelas dungeons, mas de peculiaridades de Andareunarthex. Sim, por um instante que fosse, parecia que o gigantesco dragão verde possuía fraquezas, afinal.

Mais alguns dias se passam nas longas viagens pelas estradas da Costa da Espada. No final da sexta semana de viagem, a caravana composta por Sewire, Kira, Tee e Zelasny chega até Calimsham. Assim que chegam ao local, Rassiter, o homem rato, cuida para que os heróis tenham com vossa majestade Mansur. A majestade reitera sua preocupação com os vermes púrpuras que se mantinham atacando os carroções comerciais, coisa que prejudicava a lide econômica do lugar. Isso preocupava muito o alto politicuro de Calimsham pois o governo de Mansur era novo e necessitava reconhecimento frente aos outros reinos da Costa da Espada. Prontamente, os heróis se oferecem para ajudar a livrar Calim Desert dessa nova ameaça, porém não antes de derrotarem o quebrador da tempestade.

Mansur oferece um guia para levar os heróis até Chult. Seu nome era Braldeabela, uma nativa de Chult que agora servia Calimsham. O rei oferece um brigue pirata como recompensa se ajudassem a livrar suas areias das vermes púrpuras. Ana Al-Zafan, amiga de Kira, deixa para ela uma substancial soma de 5000 peças de ouro equivalente aos lucros do armazém de seu pai, o velho Al-Nazer. Não tendo mais para o presente momento, Zelasny, Tee-Hawk e Wal'Kira zarpam de Calimport para o confronto final com Anaxter, o quebrador da tempestade.

Ao desembarcarem nas virgens selvas de Chult, o que se segue é uma paisagem estonteantemente apoteótica, bucólica e de beleza indescritível. Era uma selva repleta dos mais belos dinossauros. Árvores milenares e flores que jamais ninguém viu em canto nenhum de nenhuma paragem. Era um local de maravilhas mil onde a rijeza da natureza parecia contrastar com beleza de seu horizonte. Braldeabela os levava pela selva a dentro com ânimo e velocidades que apenas uma nativa poderia ter: ela estava em sua terra natal. 

Sewire seguia seus passos com um sorriso amarelo no rosto como se estivesse caminhando num domingo na Praça do Monarca. Tee-Hawk ignorava as matas fechadas como se estivesse na própria High Forest e Zelasny seguia resoluto com seu rosto em pedra pois a vida na floresta não se comparava à dureza do Ermo. Quanto à Kira, ela seguia abanando mosquitos e reclamando-se de picadas de formigas em sua delicada pele. "malditos insetos! arg!". Kira era uma nobre em Calimsham. Certamente andar na mata fechada não era algo que se comparasse aos banquetes das mil e uma noites ou do conforto de seus tapetes em Calimport. 

Ao chegarem na vila natal de Braldeabela, o grupo se depara com um cenário de destruição. Anaxter havia dizimado todos ali e também em todas as vilas próximas, deixando apenas alguns poucos sobreviventes. Nesse momento, os heróis percebem que Anaxter parecia ter predileção por ataques voadores pois apenas uma pegada foi encontrada na luta. Ao lembrar dos ensinamentos de Kain Ulbrinter em seu draconomicron, Tee-Hawk e Sewire percebem que o dragão evitava atacar no chão pois seus ataques seriam diminuídos em contato com o solo. Essa informação seria útil para eles no combate que estava prestes a se iniciar. Dessa forma, Braldeabela consegue os fascinantes "maní", aves jurássicas usadas como montaria alada pelos nativos. Assim, sem demora, os heróis se apressam evitar que Anaxter colocasse as mãos no dragonstaff - item que Erik criou para proteger Waterdeep.

Ao chegarem em seu destino final, The Mistcliffs, os heróis se deparam com uma tempestade torrencial que caia do céu. A água parecia lavar a ira de Zelasny, Sewire e Tee-Hawk frente a Anaxter, que surgia da névoa com o barulho de um raio. A chuva caia forte e o semblante do grupo era pétreo. Os ígneos molhos que corriam em seus sangues de aventureiros agora dava lugar à tensão da luta enquanto raios elétricos caiam das núvens em meio ao sorriso mortifero da besta azul no alto daquela montanha.

A luta se inicia em meio à tempestade que varria o local e o embate era ferrenho. Os heróis investiam de seus melhores ataques contra a escama dura do dragão azul que urrava e brandia suas garras contra a carne dos heróis. A cada trovoada que iluminava o local, um golpe era desferido por Anaxter na pele dos aventureiros. O sangue jorrava a cada golpe, os gritos de ira e luta ecoavam nos cumes de Mistcliffs - a luta só poderia ter um vencedor. 

Anaxter reúne todo seu fôlego e desfere seu ataque mais violento: seu sopro elétrico. Num instante, todos que estavam ali sentiram o terrível sofrimento de cada um dos dez mil volts percorrendo seus corpos que caiam no chão enquanto fumaça saia de suas carnes. O golpe havia sido terrível. Seria o fim? Claro que não. Os heróis ainda desferiam ataques, mas tudo parecia estar chegando ao fim pois a fera ainda poderia desferir mais uma baforada. O que restava de vida no corpo dos aventureiros parecia ter esvaecido. Era  o fim. 

Num último esforço, Tee-Hawk, tomado pelo seu âmago selvagem, se ergue coberto de sangue. Zelasny avança com incrível velocidade e monta nas costas do dragão, desferindo-lhe vários golpes certeiros em seus olhos. Kira e Sewire estavam no chão. Suas vidas estavam por um fio e a situação de Tee-Hawk não era melhor. O dragão alça voo e a única esperança era Zelasny, que estava em suas costas voando e se esforçando para não cair para a morte certa. Num ato reflexo, Anaxter voa para o céu em tempestade e prepara um último rasante para acabar com o grupo com sua baforada mortífera. Era o momento decisivo. 

Lutando nas cinzentas pedras molhadas de Mistclifs, Sewire se ergue da morte para um último suspiro e o mesmo ocorre com Kira, que se levanta também quase entregando-se para o além-vida. Ela tenta controlar o dragão com sua pedra netheril e é o suficiente para que Anaxter batesse com a cabeça na encosta e ficasse atordoado. Era o ataque final. A besta ainda resistia e desferia ataques cegos para todos os lados numa última intentona. Se ele devia morrer, levaria todos eles para o inferno. Numa manobra conjunta, Tee-Hawk acerta suas asas, Zelasny, envolto em fúria, enterra sua espada no olho de Anaxter, Kira usa seus raios energéticos contra ele e Sewire, num golpe final, joga a baforada de Arfazs contra o quebrador de tempestades e acaba finalmente com sua vida. Era o fim do reino de terror de Anaxter.

Nesse instante, o céu se abre no estio e o grupo vê a última gota de chuva abrir o sol ensolarado das selvas de Chult. Eles conseguiram e deviam agora se apossar dos tesouros de Anaxter e o mais importante: o cetro de dragonstaff.

De volta à Calimsham, Braldeabela dá de presente aos heróis um casal de maní e o rei Mansur os recebe com uma recepção calorosa e reconfortante. Após um breve descanso aproveitando a hospitalidade do rei de Calimsham, Kira, Zelasny e Sewire observam o raríssimo eclipse solar de Abeir-Toril, que deixa os corações e pensamentos absortos em divagações: a luta estava próxima do fim ou os eventos recentes apenas eclipsavam uma catástrofe ainda maior? 






Wednesday, August 12, 2020

CAPÍTULO 24 [online] - Live long the debutante lady!

Capítulo 24 - Viva a debutante!


A festa de debutante de Myriam Dran está em seu pináculo e muitos eventos tomam parte nesta noite. Sewire continua sua reunião com Nazra Mrays e Jamba sobre o perigo iminente que pairava sobre Waterdeep. Enquanto isso, Zelasny e Tee Hawk espancavam o bardo Babur devido ao fato dele ter engravidado a filha do lorde Omin Dran. Prontamente, Zelasny e Tee Hawk entregam o infame bardo aos cuidados de Omin Dran e revelaram tudo o que aconteceu a ele. Sua fúria não possuía limites enquanto o lorde deixa o destino de Babur nas mãos dos heróis. 

A festa continuava enquanto Sewire seguia Dagult Neverember apenas para descobrir que o infame lorde abusava sexualmente de dois tieflings em uma prisão no subsolo da mansão. Durante seus atos de bisbilhotagem o jovem druida acabou sendo pego por um leão de chácara que e o amarrou numa cadeira, ameaçando sua vida. Usando seus poderes, Sewire se transforma numa cobra e desacorda o seu verdugo ali mesmo e foge para dentro da festa de novo. 

Enquanto isso, Zelasny e Tee Hawk percebem um estranho assassino em busca da morte de do lorde Lilianviathen. Seus esforços pareciam imparáveis em busca da morte do elfo lorde de Waterdeep. Apesar de suas intentonas contra a vida de Lilianviathen, ela não foi páreo para Zelassny e Tee Hawk. Abatida e fora de combate, a moça, que tinha uma aparência demoníaca, apresentava-se como Fayne, a filha bastar de Lilianviathen. Fayne revela que seu pai havia tido uma cópula com uma Tanar'ri e, dessa relação sexual, nasceu Fayne. Ela explica que Lilianviathen fez isso em troca de poder e imortalidade. Que foi tudo em troca da vida de sua mãe, o que a amaldiçoou a viver como párea para todo o sempre, não sendo aceita nem entre os Tanar'ri nem entre os elfos. Ela estava lá para se vingar de seu pai. 

Fayne tenta mais uma vez tirar a vida de seu pai à distância quando Sewire surge e se coloca na frente do golpe mortal de Fayne. À beira da morte, o jovem águia cinzenta tem sua vida salva por Zelasny e Tee Hawk através de suas perícias médicas. Logo em seguida, Tee Hawk desacorda Fayne e a coloca pressa e amordaçada na carruagem que a levará para a Cidadela Esmeralda. Tee Hawk, com suas palavras motivadoras parece lentamente quebrar o coração vingativo de Fayne que desaba a chorar de amargura e arrependimento pelo que estava prestes a fazer. 

No fim da festa, Tee Hawk, Zelassny e Sewire conversam com Janus Ulbrinter e Nazra Mrays e o teor das palavras parece ser extremamente preocupante. Janus Ulbrinter revela que seu pai foi um destemido dragonslayer e que acabou sendo morto pelo culto do dragão. A ira e rancor do lorde estava claro pois o herói de Waterdeep havia sido ceifado sem nem ao menos a chance de ritos funerais apropriados. O lorde revela que sabe do paradeiro do quartel general do culto e que gostaria de vê-lo no chão. 

Preocupados com a situação atual do jogo dos dragões, Tee Hawk, Zelasny e Sewire sabem que não podem perder tempo com vinganças pessoais pois haviam três dragões ameaçando as paragens: Andareunarthex, um dragão branco ao norte e um dragão azul nas selvas de Chult. Nesse momento, Janus Ulbrinter diz a Tee Hawk que revelará todo o draconomicron de seu pai se o selvagem elfo concordar em destruir o culto do dragão. Sem pensar muito no assunto pois sabia que isso além de lhe dar conhecimento valioso também o ajudaria a matar seus inimigos dracônicos, Tee Hawk aceita a barganha e decide encontrar Janus em seu escritório pela manhã com Zelasny e Sewire. 

Liliaviathen agradece Sewire por ter evitado que Fayne atentasse contra ele e também revela que não tem raiva dela. Ele explica que as coisas "simplesmente saíram do controle sem que ele tivesse oportunidade de consertar as coisas". Ele aproveita e pede para que os heróis tragam para ele uma caixa mágica de underdark cuja entrada encontrava-se na Cidadela Esmeralda. Ele propões que se eles fizerem isso, os ajudará com recompensas e explicará sobre os altares dracônicos tão misteriosos espalhados pela Costa da Espada.  Omin Dran também revela que sua antiga esposa e mãe de Myriam havia se perdido no grande naufrágio do mar da lua e que até hoje nunca encontrou seu corpo. Isso imediatamente levanta uma hipótese na mente de Zelasny de que a esposa do lorde poderia estar sendo escravizada nas vilas distantes do Ermo. Zelasny sabia que os bárbaros de sua terra natal tinha esse costume e escravos naquela região tão próxima do mar da lua era coisa natural.  

Prontos para irem embora, os heróis encontram Kivei disfarçado de Monsenhor Albért, alto sacerdote de Waterdeep. Kivei havia matado o padre de Lathander e assumido seu lugar e agora vivia na opulência dos monastérios de Lathander. Ele aproveita a ocasião da festa para revelar várias coisas aos heróis e dizer que as notícias sobre o novo herdeiro de Cormyr estavam se espalhando como vento. Essas informações acabam agradando Zelasny que agora pode enxergar uma ponta de esperança para sua amiga Kelana, que o aguardava na Cidadela da Esmeralda. Kelana era a verdadeira herdeira do Rei Azoun de Cormyr e essas notícias poderiam desestabilizar o atual governo, dando margem e palco para que um novo golpe de estado ocorresse. Só que dessa vez, com a legítima herdeira do rei matador de trolls.

É com o sol raiando nas docas de Wateerdeep, que os heróis terminam uma noite cheia de revelações e surpresas na loja mágica Red Blade do seu amigo Kairon sem saber o que os espera num tabuleiro que a cada dia que passa se aproxima do "cheque-mate".




Tuesday, August 11, 2020

CAPÍTULO 23 [online] - Natasha or Wal'Kira?

 Capítulo 23 - Natasha ou Wal'Kira?

Ao conversar com o sábio Jamba de Calimsham na sala secreta de Nazra Mrays. Sewire sente-se mal e é arrebatado para o castelo Ravenloft - ou uma incarnação deste. Ao perambular pelos corredores escuros do tenebroso palácio, o jovem druida vê a lua prateada entrando pelas janelas em meio à noite fria da Baróvia. Seus pés, por instinto, lhes leva para comtemplar o horizonte no castelo. O que Sewire vê é a imensidão da floresta circunjacente a Ravenloft. O ambiente pesado prenunciava uma terrível premonição: será que o príncipe das trevas, Strahd Von Zarovich, estava por trás desse macabro sonho?

Sewire mira um vulto espectral andando à distância. Sem pensar sobre o assunto, ele segue o espírito, que o leva até uma bifurcação. Ele precisava decidir qual caminho tomar dentro de Ravenloft, que a seus olhos, mais pareciam uma rede interminável de dungeons. Seus passsos guiam seu joovem corpo até os níveis mais baixos do castelo. O caminhar em direção ao subsolo parecia mais uma descida ao inferno pois a cada passo a sensação de que a os espíritos do mal estavam prontos para lhe devorar num instante. Esse sensação era muito diferente do que ele sentiu ao entrar pela primeira vez na névoa. Parecia, desta vez, que o próprio Strahd o estava observando.

Ao chegar no fim do lance de escadas Sewire encontra um verdugo que tomava conta de uma prisão macabra. Neste cativeriro viviam criaturas deformadas, bebês dilacerados, moças jovens estupradas por demônios e toda a sorte de maldades indescritíveis e inimagináveis até para as mais perversas mentes. Sewire sabia que o momento da luta se aproximava. O verdugo lhe mostra uma cela a qual sua mãe Taya estava habitando e clamando por socorro. Ele rogava para que Sewire matassse Tee-Hawk, Zelasny e Kira para que ela podesse se libertar. Vendo que tudo aquilo tratava-se de um truque armado pelo terrível vampiro, Sewire rejeita as ilusões e investe contra uma grande sombra que se projetava na prisão - era Strahd, o principe do mal.

Prisão do Castelo Ravenloft


Seus esforços pareciam não surtir efeito em criatura tão medonha e poderosa. Seu corpo era jogado de um lado para o outro da prisão com violência e, quando o vampiro finalmente iria tomar sua vida, o fantasma de Estheria segura o pulso de Strahd e envia Sewire para a segurança de sua vila natal Valaki. Sewire mal poderia acreditar que alguém que queria matá-lo dias antes agora salvara sua vida. Pela primeira vez Sewire começou a acreditar que toda aquela maldade nos domínios do medo poderia enfim chegar a um ponto final. 

Valaki era uma vila modesta e pequena. Sewire acorda atordoado de seua luta e logo percebe uma grande estátua no cemitério do vilarejo. Essa estátutua dizia "Bem Vindo a Valaki, vila natal de nossa senhora Natasha Arkwood". Sewire mal poderia acreditar. A estátua possuia todos os trejeitos de sua amiga Wal'Kira. Era absolutamente parecida em tudo. Cada detalhe da fisionomia, cabelo, altura e expresssões. Nesse momento o coveiro do vilarejo se aproxima do águia cinzenta.

Ele explica para Sewire toda a história de Strahd, seu irmão e Natasha, sua noiva que havia morrido no dia do seu casamento. Os olhos de Sewire apenas se encheram mais ainda de surpresa e curiosidade. Ele não podia acreditar que a noiva de seu maior inimigo era a imagem encarnada e esculpida de Wal'Kira. Mas como poderia ser uma coisa tão incrível como essa? Ainda tomado pela curiosidade, o águia cinzenta saca seu memento que pertencia a Estheria e mostra ao coveiro que se apresentava com o nome de Mirabel. 

"Sim, jovem mestre! Eu conheço está moça. Ela é a falecida senhora Estheria. Ele se foi com a névoa e sua casa está desabitada desde então" Dessa forma, sem perder mais tempo, Sewire pede para que Mirabel o leve até a tal casa de Estheria. No entanto, ao se aproximar da casa, o jovem druida cai em desmaio místico mais uma vez. Será seu inimigo Strahd mais uma vez? Seriam seus novos poderes de vida e morte? Será a maldição de Natasha? Essas são respostas que só os dias cinzentos da Baróvia dirão se ele sobreviver aos domínios do medo...



Sunday, August 9, 2020

CAPÍTULO 22 [online] - The Party

 A Festa

Ao voltar para Toril, Sewire traz consigo suprimentos suficientes para matar a fome dos habitantes da Cidadela Esmeralda já de volta à Costa da Espada. Ele mesmo organiza e destaca encarregados de distribuir igualitariamente entre os elfos taisctais provisões acabam aplacando parte da fome que se alastrava pelas ruas da cidade. Sewire também decide especializar a cidade com seus novos habitantes, selecionando aqueles mais técnicos para trabalhos específicos. Entre eles destacaram-se:

Tyrael - Elfa especialista em interrogatório e hipnose

Ehlark - Elfo connoisseur que trabalhou em Calimsham

Arun - Elfa especializada em disfarce

Villuin - Elfo especialista em armas de cerco. Também trabalhou para o rei Azoun de Cormyr

Qildor - Elfo artista circense

Depois disso, Sewire os deixa aos cuidados de Teimous, que dará instruções específicas para eles dentro da cidadela principal. Logo em seguida, Sewire ouve de Kira os acontecimentos que tomaram parte na luta contra os minions de Xanathar e como ela salvou todos acabando tendo que fugir por um portal (cf “cap 20 - a ira de Kira”). Assim, Sewire descobre que Tee Hawk foi até a festa de 15 anos da filha do lorde de Waterdeep Omin Dran e decide que deve encontrá-lo. Ao chegar em Waterdeep, Sewire, Tee Hawk e Zelasny formam uma comitiva que se adentra nos festejos debutantes de Myriam Dran, filha do meio-elfo lorde da cidade.

A festa é opulenta e cheia de excessos desde trufas silvestres de Chult até carne de javali-azul de Neverwinter. Músicos tocavam melodias no violino e piano enquanto os babões e puxa-sacos adulavam a frivolidade dos nobres que ali estavam. A festa estava a todo gás e muitos segredos estavam entranhados nas bocas daquelas pessoas. 

Tee Hawk, Sewire e Zelasny são apresentados ao dono da festa Omin Dran que prontamente lhes dá as boas vindas e introduz sua filha Myriam. A sagacidade do selvagem elfo acaba percebendo algo que a jovem nobre aparentemente queria muitíssimo esconder: seu batom estava ligeiramente borrado. Tee Hawk então decide seguir à distância Myriam Dran na intenção de desvendar seu segredinho. De uma outra mão, Sewire tem uma conversa particular com Nazra Mrays, lorde de Waterdeep, a qual Arfazs revelou ser uma dragão disfarçada.

Os pés de Tee-Hawk os leva para uma conversa secreta entre Myriam e uma figura  estranha que se escondia embaixo de uma cama. Os olhos do Elfo também percebem algo inusitado: uma remédio dado apenas para grávidas. Sem pensar, apenas por instinto, o selvagem Elfo agarra os pés do larápio por debaixo da cama e espanca o famigerado amante da jovem herdeira de Dran. A surpresa de Tee Hawk não conhecia limites quando viu que o responsável pela gravidez da moça era ninguém menos do que o patife Babur de Waterdeep. O mesmo salafrário responsável por conquistar o coração da elfa Ayen de Lisanthyr. Nesse momento, quando o bardo já estava sendo espancado pela fúria de Tee Hawk, um surpreso Zelasny irrompe pela porta.

No salão principal Sewire entrega a mensagem do dragão de cobre Arfazs a Narza Mrays que dizia “Estou com saudades e lhe entrego esta saudação”. Nesse momento os olhos de Nazra saltam para fora numa clara surpresa pelo que acabara de ouvir. Aparentemente a mensagem era mais do que parecia e provavelmente significava algum tipo de código secreto entre dragões. Sem demora, Narza leva Sewire para uma sala secreta na mansão e lhe apresenta Jamba, mestre bibliotecário de Calimsham que lhe faz uma bombástica revelação. Ele diz que o dragonstaff que estava a salvo com os gigantes das nuvens agora encontrava-se pedido nas selvas de Chult, bem debaixo das barbas do dragão azul Anaxter

As notícias só deixam à vista um terrível cenário: Se o dragonstaff voltar às mãos dos dragões, Waterdeep estava perdida tanto pelas mãos de Andareinarthex quanto de Anaxter.