

Ao chegar no monastério, Kairon é recebido com grande afago pelos coroinhas do local diretamente para o subsolo do edifício. O que se segue são cenas de opulência e exuberância. Itens dourados, louça cara e comidas exóticas. Não era surpresa que uma divindade tão popular entre as pessoas tivesse tanto acesso ao dinheiro. O que era surpreendente era o exagero e desperdício de gula e excessos que lá haviam. Mesmo havendo corrupção em qualquer nível do clericato na cidade dos esplendores, algo estava muito errado.
Kairon é apresentado a monsenhor Albert e ele lhe diz que é amigo de Tee Hawk. O clérigo, bastante gordo e opulento, estava cercado de quatro mulheres lascivas a seu lado. ele dizia muitas coisas a Kairon e lhe atualizou de tudo quanto havia acontecido nos últimos meses. Kairon se perguntava como alguém como ele era tão amigo assim de Tee-Hawk, alguém que decididamente não era dado ao trato diplomático, especialmente com clérigos de Lathander. Não demorou muito para Kairon perceber que o clérigo, na verdade, era um demônio da gula se aproveitando dos deleites do monastério. Isso deixava uma mensagem muito engraçada aos olhos de Kairon: a corrupção e subversão haviam tomado conta de Waterdeep. Para qualquer um, isso seria motivo de preocupação, mas para Kairon toda essa galhofa apenas lhe causava riso.
Albert pede um favor a Kairon, qua aceita prontamente: saber o que foi feito de Aquila Brandebor. Aquila é um paladino da ordem de Lathander que havia sumido nos arredores de Neverwinter e nunca mais foi visto. Albert parecia muito aflito ao pedir notícias desse homem e sua reação não dizia muita coisa a Kairon, que parecia confuso. Sendo-lhe prometido recompensas, Kairon aceita e parte em direção a Waterdeep na companhia do coroinha Raiko, que o leva numa carroça até o local.
Pensativo todo o caminho, Kairon não pode evitar os pensamentos sobre a missão que Albert havia lhe designado. Seria uma armadilha? Um segredo? O que aquele demônio da gula estava tramando? ele precisava descobrir. No sopé das colinas de Neverwinter, Kairon acha a entrada para uma dungeon perto do cemitério indígena abandonado ao norte da cidade. O que se seguia chamava a atenção do tiefiling de forma terrível.
Sem pensar muito sobre o assunto, Kairon entra na dungeon que lhe leva até um profundo altar cheio de esqueletos de bebês. O local parecia um porto de sacrifício para um deus maligno. Ao investigar de perto, o que Kairon vê é um altar de sacrifício com um livro para saciar a sede de sangue de Demogorgon. Tudo aquilo gelava a espinha do bruxo tiefiling que deixava o local para compartilhar seus achados com Raiko. Ao chegar até o coroinha, ele lhe diz que Aquila Brandebor era o segundo da ordem de Lathander até que ele desafiou o número um da ordem, Alister Tenkor. Aquila perdeu o combate e, com ciumes, sumiu com seu cavalo para nunca mais ser encontrado. Seria Aquila o responsável por aquela chacina de crianças?
Kairon vê ao longe um cavaleiro da morte chegando num cavalo com um bebê no colo. Kairon precisava fazer algo ou a criança morreria. Ele decide seguir o monstro para evitar o pior. Apesar do esforço de Kairon, tudo havia sido em vão. Seus golpes eram inúteis e o próprio cavaleiro da morte acerta sua lâmina final em sua carne. Era o fim para o jovem bruxo tiefling de Waterdeep. Seus dias de glória, aventura e bon vivant haviam chegado a um final.
Na escuridão de sua inconsciência, o demônio da lâmina vermelha, seu patrono, salva sua vida. O que a entidade lhe diz perturba a mente de Kairon "volte à vida e traga-me oferendas de sangue, maldito!". Kairon sabia que por anos ele havia evitado ter com aquela lâmina mas o momento havia chegado. Seu patrono estava descontente com sua desatenção e desassistência. Agora Kairon havia voltado à vida e o custo talvez fosse alto demais.
Kairon percebe que voltou no tempo alguns minutos e acorda do lado de fora da dungeon. Não desejando cometer os mesmos erros, o tiefling se comunica com sua bola de cristal com seus amigos Kira, Sewire e Tee-Hawk para pedir ajuda para evitar o pior. Afinal, cavaleiros levantando forças sob o nome de um dos senhores negros mais poderosos não era algo que se deva ignorar. Dessa forma, o grupo que estava em Calimsham decide enviar Zelasny para ajudar na luta já que este possui profundo conhecimento com mortos-vivos.
Zelasny viaja até os arredores de Neverwinter com o poder de Kira e uma nova luta estava prestes a se iniciar com o infame cavaleiro da morte que chegava para tirar a vida de um bebê em glória a Demogorgon e Lorde Soth. A luta se inicia e o combate, que parecia ser simples, provou ser extremamente difícil. Zelasny vê que, na verdade, não tratava-se de um cavaleiro da morte, mas de uma espécie de minion deste. Era uma aparição, um escudeiro ou ajudante de um cavaleiro da morte. Para o alívio de Zelasny, a luta não era contra um invencível paladino do mal.
A luta caminha com muita dificuldade até que Zelasny acaba sendo controlado pelo monstro. Kairon luta com todas suas forças mas nada parece derrubar o terrível escudeiro. No último instante, em suas últimas forças, Kairon parece encarar a face gelada da morte por uma última vez. Nesse momento, num ato reflexo, Raiko joga sua mágica de cura em Kairon fazendo queimar de novo a chama da esperança. Kairon realiza mais uma vez seu encanto e finalmente derruba o arauto da morte.
Zelasny deixa Kairon e parte sem demora para Waterdeep para encontrar-se com Tee Hawk, que estava lá para devolver o dragonstaff a Nazra Mrays enquanto Kairon levava o bebê que foi salvo para os cuidados do orfanato de Neverwinter.

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