Saturday, August 15, 2020

CAPÍTULO 25 [online] - The Stormbreaker

 Capítulo 25 - O Quebrador de Tempestades

Mais um dia nasce na cidade dos esplendores. Waterdeep segue sua vida frenética no cais de porto e os heróis caminham até os armazéns de Janus Ulbrinter. Lá, o nobre de Waterdeep mostra o escritório secreto de seu pai, Kain Ulbrinter, o dragonslayer salvador. O próprio Kain foi responsável por destruir completamente o culto do dragão no passado e acabou perdendo a vida no processo. Seu corpo foi recebido com grande ovação pela cidade ao salvar a população dos ataques dos terríveis dragões Rondatrexivan, Tentrapolux e Landertrokla. Kain havia salvado a cidade e dado cabo do infame culto do dragão e o povo estava feliz com isso. Ele foi um heroi...
Kain Ulbrinter vs Tentrapolux na batalha do esplendor

Janus explica que o culto ressurgiu e que ajudará Tee-Hawk, Sewire e Zelasny a herdarem a dádiva de Kain Ulbrinter: seu draconomicron. Dessa forma, os heróis aprendem tudo o quanto podem com a biblioteca do pai de Janus e pedem uma cópia para que seja levada à cidadela. Em seguida, o grupo parte de Waterdeep após uma conversa com Omin Dran, que entrega toneladas de suprimentos para distribuir aos famintos da cidadela. No navio também segue viagem um aprisionado e decadente Babur, que acaba revelando a Zelasny que Ayen foi vendida como dívida de jogo em Neverwinter. A herdeira de Lisanthyr acabou passando de mestre em mestre até parar nas areias de Calimsham.

De volta à Cidadela Esmeralda, o grupo é recebido com calor enquanto todos vêem que o fantasma da fome agora é uma imagem distante. Os heróis descansam o quanto podem de volta ao lar mas seus corações sabem que em breve a luta de suas vidas tomará parte nas selvas de Chult. Nazra Mrays informou ao grupo que o dragão azul Anaxter estava assolando Chult e seria uma questão de tempo até ele assombrar Waterdeep. Não apenas isso, Anaxter estava muito próximo de colocar suas garras malignas no dragonstaff, o que por si só já era algo aterrorizante. 

Kira encontra-se com seu patrono Cthulhu, que lhe manda trair seus amigos e liberar o selo da entrada de underdark da cidadela e tudo isso gera um grande conflito interno na feiticeira do deserto. A marca de Lathander agora queimava em sua pele e suas divagações se equilibravam entre dias e noites frente às suas ações. A bela warlock vivia tempos em turbilhão e seu futuro era incerto assim como o destino da cidadela. Sewire especializa ainda mais os habitantes do lugar e oficializa uma clínica médica na cidade com a ajuda de seu novo assistente Turric, o gnomo. Zelasny entrega as duras noticias a Lisanthyr e Tee-Hawk treina com Hope uma novíssima infantaria élfica, que agora seria responsável por defender a Cidadela da Esmeralda. Em meio a tudo isso, os livros de Kain Ulbrinter chegam à cidadela e são guardados como tesouro nos aposentos mais internos da morada real.

É chegada a hora da viagem e do momento decisivo. Os heróis seguem viagem de cavalo até o ponto mais próximo de Chult no continente: Calimport. Porém, no meio de suas andanças, um cenário causou nostalgia e saudade entre os corações: eram as minas de The Crags. O local, agora verde e belo, voltou a ser a morada das raças da floresta. A vida irrompia em cada folha verde do local. Não muito tempo atrás, Andareunarthex assolava ambos humanos e raças da floresta com sua maldade. Após um breve momento contemplativo, um pequeno sorriso surge do canto da boca vermelha de Kira. Sim, parecia que este mundo ainda tinha solução e valia a pena lutar pelo que era certo. Os heróis reencontram a fada En'Ary, que mostra para eles a entrada secreta de mais um templo dracônico existente ali. Ela explica que talvez o demônio Weemon, que agora estava a solta em Cormyr, saberia não apenas minúcias daquelas dungeons, mas de peculiaridades de Andareunarthex. Sim, por um instante que fosse, parecia que o gigantesco dragão verde possuía fraquezas, afinal.

Mais alguns dias se passam nas longas viagens pelas estradas da Costa da Espada. No final da sexta semana de viagem, a caravana composta por Sewire, Kira, Tee e Zelasny chega até Calimsham. Assim que chegam ao local, Rassiter, o homem rato, cuida para que os heróis tenham com vossa majestade Mansur. A majestade reitera sua preocupação com os vermes púrpuras que se mantinham atacando os carroções comerciais, coisa que prejudicava a lide econômica do lugar. Isso preocupava muito o alto politicuro de Calimsham pois o governo de Mansur era novo e necessitava reconhecimento frente aos outros reinos da Costa da Espada. Prontamente, os heróis se oferecem para ajudar a livrar Calim Desert dessa nova ameaça, porém não antes de derrotarem o quebrador da tempestade.

Mansur oferece um guia para levar os heróis até Chult. Seu nome era Braldeabela, uma nativa de Chult que agora servia Calimsham. O rei oferece um brigue pirata como recompensa se ajudassem a livrar suas areias das vermes púrpuras. Ana Al-Zafan, amiga de Kira, deixa para ela uma substancial soma de 5000 peças de ouro equivalente aos lucros do armazém de seu pai, o velho Al-Nazer. Não tendo mais para o presente momento, Zelasny, Tee-Hawk e Wal'Kira zarpam de Calimport para o confronto final com Anaxter, o quebrador da tempestade.

Ao desembarcarem nas virgens selvas de Chult, o que se segue é uma paisagem estonteantemente apoteótica, bucólica e de beleza indescritível. Era uma selva repleta dos mais belos dinossauros. Árvores milenares e flores que jamais ninguém viu em canto nenhum de nenhuma paragem. Era um local de maravilhas mil onde a rijeza da natureza parecia contrastar com beleza de seu horizonte. Braldeabela os levava pela selva a dentro com ânimo e velocidades que apenas uma nativa poderia ter: ela estava em sua terra natal. 

Sewire seguia seus passos com um sorriso amarelo no rosto como se estivesse caminhando num domingo na Praça do Monarca. Tee-Hawk ignorava as matas fechadas como se estivesse na própria High Forest e Zelasny seguia resoluto com seu rosto em pedra pois a vida na floresta não se comparava à dureza do Ermo. Quanto à Kira, ela seguia abanando mosquitos e reclamando-se de picadas de formigas em sua delicada pele. "malditos insetos! arg!". Kira era uma nobre em Calimsham. Certamente andar na mata fechada não era algo que se comparasse aos banquetes das mil e uma noites ou do conforto de seus tapetes em Calimport. 

Ao chegarem na vila natal de Braldeabela, o grupo se depara com um cenário de destruição. Anaxter havia dizimado todos ali e também em todas as vilas próximas, deixando apenas alguns poucos sobreviventes. Nesse momento, os heróis percebem que Anaxter parecia ter predileção por ataques voadores pois apenas uma pegada foi encontrada na luta. Ao lembrar dos ensinamentos de Kain Ulbrinter em seu draconomicron, Tee-Hawk e Sewire percebem que o dragão evitava atacar no chão pois seus ataques seriam diminuídos em contato com o solo. Essa informação seria útil para eles no combate que estava prestes a se iniciar. Dessa forma, Braldeabela consegue os fascinantes "maní", aves jurássicas usadas como montaria alada pelos nativos. Assim, sem demora, os heróis se apressam evitar que Anaxter colocasse as mãos no dragonstaff - item que Erik criou para proteger Waterdeep.

Ao chegarem em seu destino final, The Mistcliffs, os heróis se deparam com uma tempestade torrencial que caia do céu. A água parecia lavar a ira de Zelasny, Sewire e Tee-Hawk frente a Anaxter, que surgia da névoa com o barulho de um raio. A chuva caia forte e o semblante do grupo era pétreo. Os ígneos molhos que corriam em seus sangues de aventureiros agora dava lugar à tensão da luta enquanto raios elétricos caiam das núvens em meio ao sorriso mortifero da besta azul no alto daquela montanha.

A luta se inicia em meio à tempestade que varria o local e o embate era ferrenho. Os heróis investiam de seus melhores ataques contra a escama dura do dragão azul que urrava e brandia suas garras contra a carne dos heróis. A cada trovoada que iluminava o local, um golpe era desferido por Anaxter na pele dos aventureiros. O sangue jorrava a cada golpe, os gritos de ira e luta ecoavam nos cumes de Mistcliffs - a luta só poderia ter um vencedor. 

Anaxter reúne todo seu fôlego e desfere seu ataque mais violento: seu sopro elétrico. Num instante, todos que estavam ali sentiram o terrível sofrimento de cada um dos dez mil volts percorrendo seus corpos que caiam no chão enquanto fumaça saia de suas carnes. O golpe havia sido terrível. Seria o fim? Claro que não. Os heróis ainda desferiam ataques, mas tudo parecia estar chegando ao fim pois a fera ainda poderia desferir mais uma baforada. O que restava de vida no corpo dos aventureiros parecia ter esvaecido. Era  o fim. 

Num último esforço, Tee-Hawk, tomado pelo seu âmago selvagem, se ergue coberto de sangue. Zelasny avança com incrível velocidade e monta nas costas do dragão, desferindo-lhe vários golpes certeiros em seus olhos. Kira e Sewire estavam no chão. Suas vidas estavam por um fio e a situação de Tee-Hawk não era melhor. O dragão alça voo e a única esperança era Zelasny, que estava em suas costas voando e se esforçando para não cair para a morte certa. Num ato reflexo, Anaxter voa para o céu em tempestade e prepara um último rasante para acabar com o grupo com sua baforada mortífera. Era o momento decisivo. 

Lutando nas cinzentas pedras molhadas de Mistclifs, Sewire se ergue da morte para um último suspiro e o mesmo ocorre com Kira, que se levanta também quase entregando-se para o além-vida. Ela tenta controlar o dragão com sua pedra netheril e é o suficiente para que Anaxter batesse com a cabeça na encosta e ficasse atordoado. Era o ataque final. A besta ainda resistia e desferia ataques cegos para todos os lados numa última intentona. Se ele devia morrer, levaria todos eles para o inferno. Numa manobra conjunta, Tee-Hawk acerta suas asas, Zelasny, envolto em fúria, enterra sua espada no olho de Anaxter, Kira usa seus raios energéticos contra ele e Sewire, num golpe final, joga a baforada de Arfazs contra o quebrador de tempestades e acaba finalmente com sua vida. Era o fim do reino de terror de Anaxter.

Nesse instante, o céu se abre no estio e o grupo vê a última gota de chuva abrir o sol ensolarado das selvas de Chult. Eles conseguiram e deviam agora se apossar dos tesouros de Anaxter e o mais importante: o cetro de dragonstaff.

De volta à Calimsham, Braldeabela dá de presente aos heróis um casal de maní e o rei Mansur os recebe com uma recepção calorosa e reconfortante. Após um breve descanso aproveitando a hospitalidade do rei de Calimsham, Kira, Zelasny e Sewire observam o raríssimo eclipse solar de Abeir-Toril, que deixa os corações e pensamentos absortos em divagações: a luta estava próxima do fim ou os eventos recentes apenas eclipsavam uma catástrofe ainda maior? 






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