Thursday, September 3, 2020

CAPÍTULO 33 [online] - Icing Death

 CAPÍTULO 33 - A morte gélida

O grupo de heróis decide que já não era hora de perder mais tempo. Em uma questão de dias Eomerin estaria às portas de High Forest e, consequentemente, da Cidadela Esmeralda. Não apenas a cidade élfica estaria em risco mas todas as vilas gnomas e raças da floresta estariam sob risco da baforada da morte de Eomerin, o malvado dragão branco. O tempo de meias medidas e hesitação havia passado. Kira, Sewire, Tee Hawk e Zelasny estavam prontos para subjugar outra peça no grande tabuleiro.

É nessa hora que, chegando no horizonte do portão oeste chega um pequeno halfling trazendo um manuscrito com cera em suas mãos. Ele se anunciava como Eigalad e era enviado de Nazra Mrays. Dizia o halfing que havia chegado para ajudar o grupo a pedido da lorde de Waterdeep. Ele trazia consigo uma mensagem de Xanathar, a imundícia mor de Skullport

"Caros amigos da Cidadela Esmeralda. Sim, eu sei bem onde moram. hehe. Aceitem minhas desculpas em nome de lorde Liliavianthen e Nazra Mrays. Eu odeio vocês mas devo muito a esses dois lordes. Então, por hora, vou poupar a bunda de vocês dos meus tentáculos. Portanto, tratem de ficarem vivos para aceertarmos as contas depois.

Assinado, seu beholdinho favorito do coração

Xanathar"

Apesar da desconfiança com alguém como Xanathar, o grupo confiava em Nazra Mrays. Assim, portanto, permitiram que Eigalad, o halfling ladrão, fosse com eles para o norte ajudar na luta contra o dragão branco. Assim, Togela prepara provisões para os heróis enquanto Faifh cuida para que nada falte para a viagem. Alf e Teimous, então, foram encarregados de transportar a comitiva para os confins da espinha de gelo no norte. A viagem é dura e o clima extremamente pesado. A tempestade de neve caía o tempo todo e o horizonte era apenas um grande tapete mudo de silêncio em meio à imensidão branca da neve. É nessa hora que a comitiva encontra uma pequena cidade completamente congelada e eivada da amargura da morte gélida. Nem ao menos uma alma havia se salvado do ataque congelante da fera branca. Eles sabiam que tudo estava para piorar. Eles seguem adiante.

Nesse momento, Pohim, que estava no ombro de Tee Hawk, franze a testa em meio à nevasca e aponta seu pequenino dedo em direção ao norte: "Vejam! Chegamos à capital dos reinos bárbaros! É Halmor!" Sim, a casa de Luthor Ragnorok havia chegado. O que o grupo vê não é a magnificência das construções cinzas dos bárbaros, mas um cenário de morte e destruição. Parecia que a fera havia congelado tudo o que havia ali. Tudo que respirava agora encontrava o silêncio dos blocos de gelo. É nesse momento que o grupo vê uma grande sombra se projetar no céu... Era Eomerin

A fera não toma iniciativa. Ele espera como um predador esperando sua caça no alto da catedral do lugar. A tensão apenas aumenta indefinidamente. Eles sabiam que a ira daquele monstro poderia ser fatal como sua arma de baforada. Era o tudo ou nada e o futuro de High Forest dependia da queda dele. Eigalad, sorrateiramente, entra na torre do dragão e acaba achando seu repositório de tesouros. Ele mal podia acreditar em sua sorte! Eigalad estava diante de um montante de jóias e um grande minério de Netheril.

A luta se inicia e Eomerin não tem qualquer pena de seus inimigos. Ele quer fazer com que paguem pela insolência de invadir seu domínio de morte. A luta irrompe como uma nevasca em meio ao estio e os heróis lutam bravamente. Os ataques da fera são fortes demais para eles. Mesmo valendo-se de suas armas mágicas, o poder do dragão era grande demais. Sua arma de sopro quase derruba a todos ali, mas as habilidades de Zelasny acabaram sendo de grande valia naquele momento. Sua mágica permitiu que todos ali tivessem uma certa proteção ao vento gelado de Eomerin. 

Nesse momento, os olhos de Tee Hawk enxergaram as fraquezas do dragão e o momento exato em que ele preparava mais um sopro gélido. No entanto, dessa vez, seria grande o suficiente para acabar com tudo ao redor. Era o fim de tudo. Vendo que esse momento seria a sentença de morte para seus amigos, Tee Hawk se arrisca numa manobra heróica e suicida. Ele Chama toda a atenção do dragão apenas para si para que seus amigos tivessem uma chance de matar a fera. Tee Hawk sabia que tinha a proteção mágica de Pohim e ele também desenvolveu o treinamento para resfriar sua pele no sentido de aguentar mais da força do dragão. 

É exatamente isso que se desenlaça. Tee Hawk leva a terrível baforada mas consegue abrir uma brecha na guarda de seu inimigo. Vendo que era hora do golpe final, Zelasny ataca como um trovão. Sewire convoca seus mortos vivos para atacarem e Kira descarrega seu raio de bruxa com toda sua força contra o dragão que, finalmente, encontra seus últimos momentos nessa terra. Era o fim de Eomerin mas não seria assim tão fácil! Ele entendia a própria morte e decidiu levar todos ali com ele num último esforço. Eomerin, em seus últimos instantes, joga mais uma vez seu sopro mortífero. 

Parecia o fim mas os heróis aguentam bravamente. Não fosse as habilidades conjuntas de todos ali e da mágica providencial de resistência a energias de Zelasny, certamente eles não estariam anadando entre os grupos. Era o fim da luta e Eomerin finalmente jazia sem vida aos pés dos heróis que apenas respiravam aliviados - mas não por muito tempo. Nesse momento um resoluto Pohim exclamava:

"Adiante, amigos! A luta não acabou. Sinto um grande vórtice mágico vindo do castelo Ragnarok. Seja lá quem estiver controlando Luthor, está esperando a nossa entrada no castelo. Recomponham-se pois esta é a luta final pela libertação das tribos nórdicas!"

O sol pálido se ergue no horizonte platinando a visão do castelo Ragnarok. A luta final pelas tribos bárbaras havia chegado e não havia caminho de volta



CAPÍTULO 32 [mRPG] - Training Day

 Capítulo 32 - O dia do treinamento

Kelana tem uma conversa apreensiva com Kira e Zelasny. Ela revela ao quebrador de hordas e à feiticeira de Calimsham que havia encontrado um símbolo em meio às coisas de seu pai. Era o emblema do culto do dragão. Esse símbolo significava muito mais do que aparentava. Aquilo dizia respeito a coisas terríveis. Significava que o antigo culto há muito extinto havia voltado à ativa e, com ele, uma horda de dragões poderia chegar em pouco tempo. Não apenas isso, mas se a associação de cultistas estiverem ligados à nobreza de Cormyr, significava dizer que não apenas o reino de Azoun teria sido derrubado pelo culto do dragão mas toda a região estaria sob controle deles. Era muito pior do que o imaginado. Zelasny sabia que seu plano de livrar Cormyr da opressão seria mais difícil do que ele jamais imaginou.

Do outro lado da cidade, Tee Hawk treinava e se preparava para o combate iminente com Eomerin, o dragão branco que assolava os reinos do norte. No meio de seu torpor de concentração um resoluto determinado Pohim segurando de um condão, rogava ordens apreensivas para o carrasco de Ardax:

"Vamos, Tee Hawk, não podes se dar por vencido. Eomerin não terá penas nem de ti nem do teu povo da cidadela. O mesmo se seguirá com minha vila se falharmos! É o tudo ou nada, amigo. Levanta e tenta de novo, vamos!"

Pohim ensivana Tee Hawk a lidar com o frio extremo. Ensinou o selvagem elfo a superar o limite da hipotermia a partir de sua arte mágica. Pohim sabia que a derrota de Tee Hawk era a derrota de toda a High Forest. Assim, logo que seu treinamento acabou, Pohim lhe fala "Descansa. Amanhã partimos para a luta. Farei o mesmo que tu: vou me despedir dos meus amados pois talvez não voltemos". 

Depois da partida de Pohim uma série de gritos ecoavam pelo distrito de Ash Crosssing, bairro mais antigo da Cidadela Esmeralda. Eram gritos aflitos de uma apreensiva Faith, enfurecida com a moleza de seus soldados. Ela havia combinado com os bárbaros de Rudolph, ex capitão de Luthor Ragnarok, uma simulação de treinamento com os recrutas. Ela os fez pensar que a cidade estava sendo atacada e o resultado do treinamento não poderia ser outro. Os soldados não estavam preparados para um combate de verdade. Tee Hawk apenas observava tudo à distância apenas estudando os defeitos daquela centúria. Eles ainda tinham muito a aprender. 

Zelasny e Kira se juntam a Tee Hawk apenas para ver o resultado pateta da recém formada guarda da cidade. Pelo jeito, Vulluin e Drusilla iriam ter muito trabalho pela frente. Tecnicamente Vulluin era apenas um especialista em armas de cerco, porém fora promovido a general da infantaria. Quanto à Drusilla agora era a responsável direta pela guarda interna da cidade. Em termos gerais, os dois estavam responsáveis pela guarda da cidade, tanto por dentro como de ameaças externas. 

Depois do treinamento ter terminado, os bárbaros de Rudolph traz uma notícia terrível: "Tee Hawk, salve-nos e salve Luthor. As vilas do norte estão assoladas e a morte respira-se em cada esquina. Vocês heróis corajosos da esmeralda, ajudem-nos! Ajudem-nos, Kira de Calimsham, Quebrador de Hordas e o Carrasco de Tressalor. Não temos a quem recorrer!" 

O momento da luta contra Eomerin havia chegado. A viagem ao norte estava à porta e mais um sangrento combate estava para acontecer. O mais frustrante para os heróis não era a luta mas a impossibilidade de saber quem era a sombra negra que controlava tudo na Costa da Espada e que, até agora, não teve sua identidade revelada. Até quando sangue haveria de ser derramado? Quem seria o grande jogador?





Wednesday, September 2, 2020

CAPÍTULO 31 [mRPG] - Beltrão Tales

 Capítulo 31 - As histórias de Beltrão

Um belo dia, nas profundezas de High Forest, dentro da Cidadela Esmeralda, em cima de uma pedra estava o Beltrão, o novo habitante que veio de um local chamado "Dendramol". Em cima dessa pedra vulcânica preta, grande e pronunciada o halfling contava suas histórias. Essas histórias contavam aventuras de heróis que mataram um grande dragão vermelho chamado Volkmyr. Nas trovas, Beltrão falava com ansiedade sobre um homem dragão chamado Gnoplex, uma pequenina chamda Arlinda, um homem chamado Sandro e um meio elfo chamado Ellyon. A seus pés, as crianças élficas ouviam encantadas as histórias daquele eloquente halfing. 

"E foi assim que Sandro, Rigel, Arlinda, Ellyon e Gnoplex acabaram com o gigantesco dragão e a paz voltou a reinar em Azures" - Falou Beltrão.

Beltrão conta histórias de sonho e aventura nas terras de Azure. Fala da cidade anã da Garganta de Pedra e da grande floresta mágica de Dumebarian. Do magnífico exército púrpura de Vaera e das suas aventuras com Arlinda na Floresta do Devaneio.

Fala das areias escaldantes de Tenadis ao sul onde a cultura se assemelha a Calimsham e fala sobre as terras virgens de Muyubu, em Dabady. Conta sobre a terra goblinoide de Hurse e sobre os três reis que dividiam Yrbuhay, Usmedon e Fedalk. Do ímpeto de Linus, da Sabedoria de Fradru e sobre a loucura dos irmãos monarcas Kuinis de Yrbuhay.

O palavreado logo chama a atenção de Kira, Zelasny e Tee Hawk que se divertem com as histórias do fipaltra trapalhão daquele halfling. As risadas haviam deixado a Costa da Espada a algum tempo. Momentos como aquele deveriam ser apreciados como tesouro em dias de trovão como esses. Os dias que viriam pela frente trariam uma nuvem carregada.

Beltrão havia instituído uma espécie de "Acta Diurna", um jornal, uma forma de contar as notícias para a população da cidadela. Nessa acta diurna Beltrão trazia novidades de uma sorte de figuras peculiares da Cidadela da Esmeralda. Entre eles, o elfo combatente Vulluin, o artista Quildor, a indômita Faifh e o enfermeiro Turric. Vulluin havia organizado a guarda oficial da cidade, Faifh conseguira unir os correligionários de Miellike sob a benção de Ayen de Lisanthyr, Quildor havia iniciado uma série de espetáculos reconstruindo os feitos heróicos de Zirrolk e Turric havia anunciado o início da clínica médica de Sewire. 

As notícias elevavam os corações. A Cidadela Esmeralda florescia tão depressa quanto a citra verde abundante nos arredores de High Forest. Beltrão também trazia as boas vindas a três novos moradores da cidadela e que certamente iriam trilhar seus próprios caminhos por ali. Eram eles Fayne de Liliavianhten, a filha bastarda de lorde Liliavianthen. Tymora de Arfadax, ex escrava e excelente alquimista e Kelana de Cormyr, herdeira perdida do rei Azoun IV.




Tuesday, August 25, 2020

CAPÍTULO 30 [online] - Zelasny: The Horde Breaker

 Capítulo 30 - Zelasny: O Destruidor de Hordas

É chagada a hora do grande combate entre Wal'Kira, Zelasny, Sewire e Tee Hawk. Eles sabem que devem voltar o quanto antes para a dimensão do plano material e sair da encruzilhada pois era uma questão de tempo até Anthousai recuperar suas forças do choque de retorno. A luta era iminente e, apesar das ideias de visitar outros planos, encontrar queridos já mortos, os heróis decidem voltar para a batalha final contra o alquimista maligno. 

De volta ao plano material, os heróis sabem que precisam ser rápidos. Anthousai possui consigo um verdadeiro exército de mortos-vivos à sua disposição e eles estavam sem seus itens mágicos. A luta não podia ser evitada e os nervos estavam à flor da pele enquanto os ventos do deserto cantavam uma sinfonia de morte naquelas areias. Logo de prontidão o alquimista invoca seus clones de Netheril para executar os heróis. Eles acabaram de ver, então, que nada poderia ser feito até que se achasse o verdadeiro corpo de Anthousai e dar cabo dele. Os números de seus mortos-vivos só cresciam e o fim parecia certo pois nem mesmo o poder de Kira e Sewire havia sido capaz de encontrar a localização de Anthousai.

É nessa hora que Zelasny pede ajuda a Dalmatia que logo lhe diz a direção aproximada do inimigo. Assim, usando seus instintos de caçador, Zelasny fareja seu inimigo diretamente para seu esconderijo. Era sua chance. Ele precisava correr. Correr como nunca e passar por uma horda de mortos para poder matar Anthousai ou seus amigos encontrariam o amargo fim da morte. Era chegado o momento do tudo ou nada para o intrépido patrulheiro. Era uma batalha contra o relógio e cada segunda era a diferença entre a vida e a morte.

Numa manobra em conjunto, Kira e Sewire mantém os mortos à distância e Tee Hawk cuida da proteção. Nada mais poderia ser feito a menos torcer para Zelasny lograr êxito em sua investida contra Anthousai. Assim, rápido como um trovão nas estepes da Sembia, Zelasny parte para o altar secreto do alquimista destruindo cada morto-vivo que cruzava seu caminho com verdadeira força e coragem. Ele sabia que não poderia falhar ou tudo estava perdido. Ele encontra uma porta de madeira e, do outro, lado um derrotado Anthousai.

"Acha que me destruindo é o final da luta?! Seu verdadeiro inimigo é.... arrrgggggghhh!". 

Anthousai cai no chão em agonia profunda como se alguma força externa o tivesse possuído avassaladoramente. Seja quem for, cuidou prontamente que Anthousai não revelasse o nome verdadeiro do jogador de Xadrez. E é nesse momento que, do céu, surge Erik Goldenwood para ver com os próprios olhos a ruína de seu antigo amigo, Anthousai.

"Amigo, o que foi feito de ti? Não foi assim que sonhei o fim dos nossos dias. Não te preocupes, pois logo estarei contigo". 

Erik explica, então, que é perigoso que ele influencie mais nos acontecimentos atuais pois se a força maligna que fez aquilo com Anthousai o dominasse, seria muito ruim para o mundo devido a seu poder. Erik leva todos até Myth Drannor e explica aos heróis que esteve esse tempo todo cunhando uma maneira de destruir todo netheril que encontrasse numa grande pira de fogo mágico. Isso tudo causa a desconfiança do grupo pois eles sabiam que toda a infusão no netheril seria perigoso demais até mesmo para Erik. Dessa forma, Erik revela seu plano final: 

"Sim, meus amigos, isso tudo é poder demais até mesmo para eu tomar conta. Eu sei que seria corrompido por ele, vocês tem razão. Eu pretendo sacrificar minha vida para salvar meu mundo. Tantas mortes, tanta coisa se perderam. Meu tempo já passou e não vou deixar mais nenhuma vida se perder. Vou levar o netheril à destruição e o mesmo será feito de mim".

O grupo, apesar de reconhecer a atitude nobre de Erik não fica totalmente convencido que aquela era a melhor saída para lidar com o minério mágico. Entendendo a desconfiança do grupo, Erik estabelece um canal de contato direto com ele e os minérios netheril para que mesmo ele tenha vigilância constante. Assim, o grupo volta à Cidadela Esmeralda para mais uma preparação de uma longa e árdua batalha. 

Só haviam mais três dragões a serem eliminados. 

Goldroth, o agulha escarlate [dragão vermelho]

Eomerin, o morte gélida [dragão branco]

Andareunarthex [dragoa verde]

Erik havia mencionado que o jogador, fazendo uso de seus peões dragões, estava em busca de algo no interior de Waterdeep. O que Erik revelou foi que Waterdeep fora construída em cima da maior cidade caída do império netheril e que o jogador queria algo que estava lá, por isso ele mesmo construiu o dragonstaff: para manter seus inimigos dracônicos longe.

O final das batalhas se aproximava e só havia mais uma sombra a cair: o jogador.





CAPÍTULO 29 [online] - Shackled in another dimension

 Capítulo 29 - Presos numa outra dimensão

O grupo de heróis composto por Wal'Kira, Zelasny, Sewire e Tee Hawk decide finalmente enfrentar Anthousai, o alquimista do deserto de Anauroch. Cada membro da comitiva sabia que encontraria perigo iminente nas areias mágicas do grande deserto do norte. No entanto, ninguém mais estava preocupado com o rumo dos fatos como Sewire Starbel. O jovem druida sabia que encontraria aquele que fora como um pai para seu falecido irmão gêmeo. 

Isso tudo atormentava a vida do meio elfo pois como uma pessoa aparentemente bom teria se tornado um escravizador de mortos no deserto? Como alguém que abrigou um órfão como seu irmão teria se tornado uma pessoa tão ruim? Eram perguntas que logo haveriam de ser respondidas. A caravana parte de volta para a Cidadela Esmeralda para os últimos preparativos para mais uma jornada. 

Na cidadela, Vulluin, Tymora, Fayne e Kelana começam a se adaptar à vida no novo lar élfico. Sempre que os heróis colocam os pés em suas paragens, alguma coisa cresce, alguma coisa fica mais edificante. A vida na cidadela parecia ir de vento em popa. No entanto, as tormentas de Cthulhu e dos drows de underdark pareciam assombrar uma Kira extremamente dividia entre seu coração e suas ambições. Sem muito pensar sobre os assuntos cotidianos, o grupo parte para o grande deserto de Anauroch.

Ao chegar em suas paragens áridas o grupo, depois de muito caminhar em suas areias escaldantes, percebe que estava sendo seguido por criaturas bizarras que lembravam ghouls mas com aparências mais humanas. Eram os vassalos de Anthousai. Eles se moviam rápido demais e cada movimento era rápido demais até mesmo para os olhos atentos dos heróis. O que se seguiu foi luta e suor nas areias de Anauroch e mesmo com ferrenhos esforços o grupo foi pego como refém de Anthousai.

Arrastados e aprisionados como chacais do deserto o grupo é levado até a presença imperdoável do alquimista do deserto. Seus cabelos eram cinzentos e sua roupa verde com detalhes em couro. Seu olhar denotava alguém que carregava uma mágua muito profunda com olhos perdidos num misto de loucura, raiva e ressentimento. Prontamente, sem esperar muito, o grupo deixa claro que veio até ali para terminar os dias de terror que alquimista promovia nas comunidades próximas e que seu minério Netheril, do mesmo modo, também deveria cair.

Antes de uma luta se iniciar, Anthousai toma todos os itens mágicos dos heróis e não da a mínima chance de combate num iminente luta a qual nenhum deles poderia vencer.  Dessa forma, em meio à sua loucura, o terrível alquimista sela os heróis numa série de desafios a fim de se divertir ao vê-los sofrer até a morte. Assim, o grupo é levado até dois desafios: o labirinto do Minotauro e a tumba de Ankhenpot, O destino estava lanlçado

A luta contra o minotauro e contra Ankhenpot, mesmo desarmados, não parecia serem desafios para guerreiros tão formidáveis. Mesmo a ira do homem touro e seu martelo de fogo e o ressentimento da múmia que desafiou Mielikki pareciam ser suficientes para impedir o ímpeto de Sewire, Wal'Kira, Tee Hawk e Zelasny. Dessa forma, após uma sangrenta batalha contra ankhenpot, o grupo se ergue vitorioso e tem à frente de um enfurecido Anthousai.

Num ato reflexo, Anthousai, consumido pela ira investe contra os heróis e estranhamente um cataclismo acontece. Como um passe de mágica, Atnhousai comete um choque de retorno e, sem sua vontade, envia o grupo até a encruzilhada dos planos. Era lá que os mortos seguiam para seus destinos, tanto nos planos divinos, feéricos ou inferiores. Dessa forma, sem saber o que ou quem os havia salvado, um sol negro platina a luz da meia noite na encruzilhada dos planos. 

Seria esse o fim dos heróis? Eles haviam morrido? Lathander os havia salvado? Anthousai havia logrado êxito em seus planos malignos? 



Monday, August 17, 2020

CAPÍTULO 28 [online] - Serpents and Fallen Stars

 Capítulo 28 - Serpentes e Estrelas Cadentes


Tee Hawk e Kira decidem ir até a Cidadela Esmeralda para cuidar de assuntos diversos. Kira decide se encontrar com Babur de Waterdeep para que ele diga de sua própria vontade que não amava mais Ayen de Lisanthyr. Kira sabia que para que Ayen voltasse a ser o que era antes, se fazia necessário esse embate de corações partidos. Ela confranta um aprisionado e amedrontado Babur.

Durante a conversa, Babur consegue fugir de seu cativeiro e tomar de refém a guarda do moinho Jull'Iya colocando uma faca no pescoço da pobre elfa. Babur ameaçava tanto Kira quanto seu antigo falso amor Ayen. Num ato reflexo, Ayen, renovada e ciente de sua nova vida como elfa selvagem investe contra as cotas de seu antigo amor platônico. Kira, vendo que os últimos momentos de Babur haviam chegado, invoca seus espíritos do inferno para levar o bardo diretamente para as chamas da perdição de uma vez por todas. Era o fim melanolico de Babur e Waterdeep e o renascimento de Ayen, que agora servia apenas para ser uma só com a natureza e com o desenvolvimento de sua cidade natal: A cidadela Esmeralda. Tee Hawk aproveita a calmaria para jantar na casa de Faith com seu pai como se estivesse inconscientemente visitando o que restou da presença de Hope, sua amada esposa que havia morrido.

Era chegado o momento de Kira, Tee-Hawk, Sewire e Zelasny se encontrarem para por fim ao verme púrpura que assolava as areias do deserto de Calim. Isso era iminente mas não antes de Tee Hawk devolver o dragonstaff para Nazra Mrays. Zelasny e havia mencionado que Lilith, filha de Erik Goldenwood, possuía um pingente que afugentava vermes púrpuras. Imediatamente isso levanta a ideia dos heróis de chamá-la para a luta. Como um raio, o próprio Erik intercepta esses pensamentos e teleporta os heróis para sua casa em Myth Drannor e explica mais detalhes dos grandes esquemas misteriosos que tomavam parte no grande tabuleiro dos dragões.

Erik explica que existe uma grande sombra controlando os dragões e que eles estavam atrás de algo muito importante nas profundezas de Waterdeep. Foi por esse motivo que o maior do magos havia construído o dragonstaff: para que nunca se colocassem as mãos no artefato que estava nos confins subterrâneos de Waterdeep. Algo que nem mesmo para os heróis Erik foi capaz de mencionar por motivos de segurança. Ele estende a proteção do pingente de Lilith para Kira e Tee Hawk e permite que sua filha participe da luta contra o verme púrpura. 

Tee Hawk ainda tinha um dever a cumprir: ver o que foi feito da família de Tymora. Assim, o selvagem elfo segue até a vila de Pohim no intuito de visitar seu amigo e também tentar achar notícias da família de Tymora. Ao chegarem na vila gnoma de Pohim, Tee Hawk apenas tem a notícia que toda a família da elfa havia sido destruida pelos mesmos trolls que aprisionaram os gnomos de Pohim. O rei gnomo oferece suas mágicas de carapaça de gelo para ajudar Tee Hawk contra o terrível dragão branco "Morte Gélida". Tee Hawk agradece seu pequenino amigo e despacha a mais nova aprendiz de alquimista da Cidadela da Esmeralda: Tymora.

Dessa forma, pronto para o combate, Tee Hawk parte para se encontrar com Zelasny em Waterdeep para entregrar o dragonstaff para Nazra Mrays. Em Waterdeep, Zelasny e Tee Hawk além de entregar o artefato, também negociam uma série de exigências para Nazra Mrays. As demandas foram:

1. Um alvará de funcionamento para um novo prostíbulo para Onyxbelly

2. O fim das perseguições de Xanathar 

3. A arma mágica Dalmatia que estava em poder de vossa imundícia

O combate era iminente. O grupo agora estava reunido em Calimport pronto para o ataque final contra a verme púrpura. O rei Mansur mantinha-se agitado pois todos os soldados que ele chegou a enviar para conter a ameaça, não voltaram. Sharlotta Vespers também estava inquieta pois bons soldados do seu grupo foram subtraídos com os ataques da besta do submundo. Lilith adverte a todos que enviar exércitos só pioraria a situação pois todos quanto fossem enviados seriam mortos. Mansur sabe que tem que engolir a seco e deixar que os heróis resolvam essa contenda. 

O clima é tão intenso que até mesmo uma briga entre Rasssiter, o homem rato e Sharlotta ocorreu. Wal'Kira, tomando para si a tarefa de líder do grupo, coloca em prática um plano bem mais simples para acabar com a ameaça do verme púrpura: atacar com todas as forças com o amuleto de Lilith como suporte. Assim, terminando os preparativos, o grupo composto por Lilith Goldenwood, Sewire Starbel, Tee Hawk, Zelasny e Wal'Kira Al-Nazer parte para a luta final contra a criatura do submundo das areias do deserto de Calim.

Ao chegar na tumba da mãe serpente, quartel general e fortaleza do rei Mansur, o grupo se depara com uma cena inusitada. Os heróis percebem que o grupo de salteadores de Aslan estava aprisionado na fortaleza completamente abatidos e tomados pela inanição e sede. Eles sabiam o que havia acontecido. O grupo era refém fatídico do verme púrpura, que mantinha aqueles homens ali para morrerem à própria sorte. Ao tentarem abrir os portões para o grupo entrar na fortaleza, um forte estrondo irrompia no chão. Era o terrível verme púrpura.

A luta estava para começar e o clima de tensão era carregado pelo ar assim como os grãos de areia do deserto de Calim. Estava em todo local e não era possível se livrar. O combate se inicia e o verme das profundezas parecia ensandecido. Os esforços dos heróis demoraram para lograr êxito. A criatura era grande demais para os ataques de todos ali. Num acesso de fúria, a minhoca gigante engole Tee Hawk com ira e a vida do selvagem elfo estava por um fio. Eles sabiam que precisavam agir logo se quisessem a vida de seu amigo Tee Hawk.

Zelasny então parte para a boca do verme e golpeia com intensidade. Nesse momento Tee Hawk, tomado pela fúria, abre a boca do verme com as próprias mãos e, com a ajuda do patrulheiro, ambos são cuspidos para fora. Era o momento de fazer alguma coisa. A luta não poderia demorar mais pois a velocidade e força daquele verme eram imcomparáveis. A morte era algo que viria com toda a certeza. Nesse instante, Lilith usa de toda sua energia para tentar confundir a cabeça do verme e deixá-lo tonto.

Sewire usa suas magias de vinhas e prende o verme numa posição única para que os outros pudessem atacá-lo livremente e eles o fazem. Kira usa seus poderosos raios de bruxa enquanto Zelasny e Tee Hawk atacam impiedosamente. Depois de muita dureza e esforços o grupo consegue derrubar o verme púrpura finalmente. Era o fim do terror das rotas de comércio e o fim do cativeiro do grupo de Aslan. O terror havia acabado. 

Num último esforço o verme joga uma rocha gigante contra os heróis. Depois de tanta luta seria esse o final trágico de Kira, Zelasny, Sewire e Tee Hawk? Aparentemente não. Lilith joga todo o peso da rocha contra seu próprio corpo e acaba salvando os heróis. Por sorte, Erik havia feito um ritual de transferência do corpo de sua filha salvando sua vida. Erik era realmente um homem preparado para tudo. Ele havia até mesmo antecipado uma possível morte de sua filha. Parecia que tudo havia se resolvido afinal.

Investigando o local, o grupo finalmente percebe porque o nome do local se chamava "tumba da mãe serpente". Os túneis formados pela verme púrpura revelaram uma pirâmide soterrada abaixo da fortaleza. Sem acreditar em seus olhos, o grupo acha em meio aos escombros uma urna cristálica mágica fechada com um poderoso selo de mana. No revelo da caixa Kira percebe o gravuras de estrelas cadentes e uma serpente em sua superfície. 

"Por Mielikki, Selune, Mystra e Lathander, será essa a caixa da canção das estrelas cadentes?!" - São enigmas que pareceram incólumes por muitas eras mas que agora pareciam estar de volta para cumprir profecias...




CAPÍTULO 27 [online] - Traitor of Lathander

 Capítulo 27 - O traidor de Lathander

Em Waterdeep, Kairon recebe uma carta do alto clérigo de Lathander de Waterdeep "Monsenhor Albért" o convidando para uma reunião no monastério da cidade. Sem pestanejar, Kairon parte para o encontro com o novo líder religioso deixando sua loja Red Blade Magic Shop sob os cuidados de sua assistente Sylla. Dessa forma, o tiefiling bruxo reune suas coisas, pega de sua arma mágica e parte para a curiosa conversa com o clérigo de Lathander.

Ao chegar no monastério, Kairon é recebido com grande afago pelos coroinhas do local diretamente para o subsolo do edifício. O que se segue são cenas de opulência e exuberância. Itens dourados, louça cara e comidas exóticas. Não era surpresa que uma divindade tão popular entre as pessoas tivesse tanto acesso ao dinheiro. O que era surpreendente era o exagero e desperdício de gula e excessos que lá haviam. Mesmo havendo corrupção em qualquer nível do clericato na cidade dos esplendores, algo estava muito errado.

Kairon é apresentado a monsenhor Albert e ele lhe diz que é amigo de Tee Hawk. O clérigo, bastante gordo e opulento, estava cercado de quatro mulheres lascivas a seu lado. ele dizia muitas coisas a Kairon e lhe atualizou de tudo quanto havia acontecido nos últimos meses. Kairon se perguntava como alguém como ele era tão amigo assim de Tee-Hawk, alguém que decididamente não era dado ao trato diplomático, especialmente com clérigos de Lathander. Não demorou muito para Kairon perceber que o clérigo, na verdade, era um demônio da gula se aproveitando dos deleites do monastério. Isso deixava uma mensagem muito engraçada aos olhos de Kairon: a corrupção e subversão haviam tomado conta de Waterdeep. Para qualquer um, isso seria motivo de preocupação, mas para Kairon toda essa galhofa apenas lhe causava riso. 

Albert pede um favor a Kairon, qua aceita prontamente: saber o que foi feito de Aquila Brandebor. Aquila é um paladino da ordem de Lathander que havia sumido nos arredores de Neverwinter e nunca mais foi visto. Albert parecia muito aflito ao pedir notícias desse homem e sua reação não dizia muita coisa a Kairon, que parecia confuso. Sendo-lhe prometido recompensas, Kairon aceita e parte em direção a Waterdeep na companhia do coroinha Raiko, que o leva numa carroça até o local.

Pensativo todo o caminho, Kairon não pode evitar os pensamentos sobre a missão que Albert havia lhe designado. Seria uma armadilha? Um segredo? O que aquele demônio da gula estava tramando? ele precisava descobrir. No sopé das colinas de Neverwinter, Kairon acha a entrada para uma dungeon perto do cemitério indígena abandonado ao norte da cidade. O que se seguia chamava a atenção do tiefiling de forma terrível. 

Sem pensar muito sobre o assunto, Kairon entra na dungeon que lhe leva até um profundo altar cheio de esqueletos de bebês. O local parecia um porto de sacrifício para um deus maligno. Ao investigar de perto, o que Kairon vê é um altar de sacrifício com um livro para saciar a sede de sangue de Demogorgon. Tudo aquilo gelava a espinha do bruxo tiefiling que deixava o local para compartilhar seus achados com Raiko. Ao chegar até o coroinha, ele lhe diz que Aquila Brandebor era o segundo da ordem de Lathander até que ele desafiou o número um da ordem, Alister Tenkor. Aquila perdeu o combate e, com ciumes, sumiu com seu cavalo para nunca mais ser encontrado. Seria Aquila o responsável por aquela chacina de crianças?

Kairon vê ao longe um cavaleiro da morte chegando num cavalo com um bebê no colo. Kairon precisava fazer algo ou a criança morreria. Ele decide seguir o monstro para evitar o pior. Apesar do esforço de Kairon, tudo havia sido em vão. Seus golpes eram inúteis e o próprio cavaleiro da morte acerta sua lâmina final em sua carne. Era o fim para o jovem bruxo tiefling de Waterdeep. Seus dias de glória, aventura e bon vivant haviam chegado a um final.

Na escuridão de sua inconsciência, o demônio da lâmina vermelha, seu patrono, salva sua vida. O que a entidade lhe diz perturba a mente de Kairon "volte à vida e traga-me oferendas de sangue, maldito!". Kairon sabia que por anos ele havia evitado ter com aquela lâmina mas o momento havia chegado. Seu patrono estava descontente com sua desatenção e desassistência. Agora Kairon havia voltado à vida e o custo talvez fosse alto demais. 

Kairon percebe que voltou no tempo alguns minutos e acorda do lado de fora da dungeon. Não desejando cometer os mesmos erros, o tiefling se comunica com sua bola de cristal com seus amigos Kira, Sewire e Tee-Hawk para pedir ajuda para evitar o pior. Afinal, cavaleiros levantando forças sob o nome de um dos senhores negros mais poderosos não era algo que se deva ignorar. Dessa forma, o grupo que estava em Calimsham decide enviar Zelasny para ajudar na luta já que este possui profundo conhecimento com mortos-vivos.

Zelasny viaja até os arredores de Neverwinter com o poder de Kira e uma nova luta estava prestes a se iniciar com o infame cavaleiro da morte que chegava para tirar a vida de um bebê em glória a Demogorgon e Lorde Soth. A luta se inicia e o combate, que parecia ser simples, provou ser extremamente difícil. Zelasny vê que, na verdade, não tratava-se de um cavaleiro da morte, mas de uma espécie de minion deste. Era uma aparição, um escudeiro ou ajudante de um cavaleiro da morte. Para o alívio de Zelasny, a luta não era contra um invencível paladino do mal.

A luta caminha com muita dificuldade até que Zelasny acaba sendo controlado pelo monstro. Kairon luta com todas suas forças mas nada parece derrubar o terrível escudeiro. No último instante, em suas últimas forças, Kairon parece encarar a face gelada da morte por uma última vez. Nesse momento, num ato reflexo, Raiko joga sua mágica de cura em Kairon fazendo queimar de novo a chama da esperança. Kairon realiza mais uma vez seu encanto e finalmente derruba o arauto da morte.

Zelasny deixa Kairon e parte sem demora para Waterdeep para encontrar-se com Tee Hawk, que estava lá para devolver o dragonstaff a Nazra Mrays enquanto Kairon levava o bebê que foi salvo para os cuidados do orfanato de Neverwinter.